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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

kings of leon @ DC



Quero falar pra vcs do show do Kings of Leon que assisti em Washington DC. Tudo bem que hoje faz exatamente um mês (foi no dia 10 de novembro), mas ainda acho válido, já que se trata mais de emoções do que de qualquer outra coisa, certo?

Pois bem, tinha assistido aos caras num longínquo 2005, numa época em que o Tim Festival ainda era confiável e acessível. E acho que seria impossível revê-los aqui no Brasil da mesma forma. Em três anos, muita coisa mudou e a banda evoluiu. Naquela época, lembrem-se, eles abriam para o Strokes (oi? quem?). Conversando com um gringo na porta do show e comentando sobre a primeira vez que os assisti, ele prontamente me respondeu: "Nossa, mas naquela época eles nem eram famosos!". Pois é. Pode ser que pra ele não. Pode ser que para os Estados Unidos não.

O lugar do show não poderia ser melhor. Pequeno, bem organizado e com uma ótima acústica, o Constitution Hall, no centro da cidade, fica ao lado dos monumentos, museus e memoriais famosos de DC. Naquele dia 10, 3,700 pessoas (capacidade máxima e ideal do lugar) tinham seus lugares prontamente reservados. Reservado era também o público. Eitcha, povinho desanimado! Pode até ser que eu estivesse empolgada demais (especialmente depois de algumas Bud Lights - rs), mas era engraçado ver que a galera só se animava, de verdade, durante os solos!

Depois de umas horas de espera, com duas bandas de abertura (ai, esqueci os nomes, nem eram tão boas), eles entraram no palco com Closer, boa faixa que abre também o último cd, Only by The Night. O set list inteiro, acreditem, foi impecável. E fiquei feliz de ver uma mescla bem feita de todos os quatro cds. Crawl, My Party, Molly's Chambers, Sex on Fire, Use Somebody, On Call, Slow Night, So Long. Uma atrás da outra. Por duas horas. Sem fôlego. Demais!

E o bis foi especial. Caleb voltou sozinho ao palco escuro, iluminado só por um spotzinho amarelo. Começaram os acordes da primeira parte de Knocked Up, que é pra mim uma das músicas mais fueda deles. Depois, para completar os sete minutos de música, Jared, Nathan e Matthew voltam ao palco, iluminado novamente, e foi emocionante. Pra fechar a noite, Manhattan, Charmer e Black Thumbnail. Quer mais alguma coisa?

Set completo:
Closer, Crawl, My Party, Razz, Molly's Chambers, Taper, Jean Girl, King of The Rodeo, Sex On Fire, Fans, Revelry, Milk, Four Kicks, The Bucket, McFearless, Use Somebody, On Call, Cold Desert, Slow Night, So Long. BIS: Knocked Up, Manhattan, Charmer, Black Thumbnail.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008

!!!!

Gentem, tenho taaaaanta coisa pra falar!
Mas prometo que semana que vem o blog volta a ativa!
bjos!
domingo, 9 de novembro de 2008

yes, we can!





(sem acentos, ok?) =)

As imagens acima sao de um super painel, localizado em frente as escadarias do Lincoln Memorial, em Washington DC. A enorme tela branca foi tomada por votos de felicitacoes ao recem eleito Barack Obama, com letras e mensagens diversas, de todos os lugares do mundo. O slogan maior da campanha esta tambem nos dizeres que encabecam o painel: Congratulations President Obama. Change won't be easy but together, as one world, yes we can.

A Obamania esta mesmo no ar! Selecionei algumas mensagens que me chamaram mais atencao:


(essa e a melhor de todas! rs)
E tambem deixei minha marca por la!

Um dos poucos espacos em branco que consegui achar... Dentro do D!
Logo volto com mais!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008

uhuuuu

Gentem!

Vou curtir umas férias e já volto, tá??
Mas vou tentar não abandonar o blog. Portanto, aguardem dicas culturais de outros ares!

uhuuuu!
segunda-feira, 14 de julho de 2008

Além das leis e das marcas

Com um pouco de atraso, colo embaixo a matéria "Além das leis e das marcas", publicada na CartaCapital nº 503.

Além das Leis e das Marcas

Política Cultural - Dois grandes institutos movimentam as artes em Porto Alegre


Em um grande prédio tombado pelo patrimônio histórico, as escadas de mármore e os vitrais dividem espaço com painéis de cores agressivas, que vão do teto ao chão. A sede do Santander Cultural, em Porto Alegre, une tradição e contemporaneidade na exposição Transfer, uma original e bem sucedida reunião de artistas urbanos sob curadoria de Lucas Ribeiro.

As paredes do lugar, antiga sede do Banco Nacional do Comércio, foram forradas com tábuas de madeira para receber, pelas mãos de grafiteiros, a arte que só se vê nas ruas. O resultado é a transformação de um espaço tradicional, de arquitetura neoclássica, em um ponto de encontro entre a cultura marginal e a convencionalmente chamada de erudita.

Nunca o Brasil abrigou uma mostra tão grande de street art. Apesar de o movimento ter raízes, sobretudo, em São Paulo, foi em Porto Alegre que mereceu um evento de tamanha proporção. Será fruto do acaso? Provavelmente, não.

Parece surgir na capital gaúcha, há algum tempo, um exemplo de política cultural diferente da mantida por outros centros urbanos do Brasil. Uma maneira, talvez, de tratar a cultura de forma integrada e, assim, mover as peças no cenário de toda uma região. Vê-se, na cidade, desde uma empresa que faz marketing cultural sem colocar sua marca à frente do projeto até um banco que não usa incentivo fiscal.

Além da instituição que abriga Transfer, Porto Alegre tem hoje grandes e importantes centros culturais com foco em arte brasileira contemporânea. A Fundação Iberê Camargo, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) são alguns deles. Além disso, a cidade passou a abrigar eventos como a Bienal de Artes do Mercosul e, em outras áreas, a Bienal do Livro e o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica.

O boom de ações não é fruto apenas da conjuntura atual, irrigada pelas leis de incentivo à cultura. O momento de ebulição da cidade, que não é necessariamente um grande pólo econômico ou turístico, é resultado de uma política que vem sendo implantada desde o começo do século XX e, agora, quase um século depois, começa a colher os frutos.

Para a professora Ana Albani de Carvalho, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e curadora da Pinacoteca, a trajetória teve início com a criação do Instituto das Artes, há cem anos. A partir dali, a cidade ganhou um diferencial em relação a outros centros nacionais, apesar de manter, na produção, um padrão conservador em termos estéticos. “Aquele era um momento de formação. Existiam artistas viajantes e, por isso, havia muita troca entre regiões. Mas o gaúcho é um povo centrado, aqui existe um ‘voltar para si mesmo’. Não tínhamos um intercâmbio com outros centros”, diz.

Geradora de um orgulho típico dos estados fronteiriços, a restrição de acesso às regiões próximas parecia, inicialmente, um problema. Mais tarde notou-se que o relativo isolamento levava também à formação de uma sociedade preocupada em construir uma história cultural, voltada não só à produção artística, mas à educação sobre arte.

Liliana Magalhães, superintendente do Santander Cultural, aquece a teoria ao dizer que “a importância do estudo como uma noção hereditária ajudou a população a debater, refletir e questionar. Essa força da sociedade é quem identifica, promove, produz e potencializa nossos produtos culturais”. A tese parece correta. A cidade respira um ar cultural que se espalha para além do circuito “culto”.

Com a nova sede inaugurada há menos de um mês e já com mais de 16 mil visitantes, a Fundação Iberê Camargo, responsável por promover e cuidar da obra do artista gaúcho, é um sucesso. Às margens do Rio Guaíba, o esplendoroso prédio branco, desenhado pelo arquiteto português Álvaro Siza, é exemplo de modernidade.

Além das grandes salas (que agora recebem a exposição Moderno no Limite, com cerca de 90 obras do artista), a Fundação tem auditório, biblioteca e espaços de convivência abertos ao público de graça. O curso de formação de professores de escolas públicas e privadas está sempre lotado. Em um sábado à tarde, grupos de jovens em rodas, sentados no chão, desenham e conversam sobre cultura. A luz natural, captada por um sistema computadorizado, é refletida nas salas e mantém sempre a mesma tonalidade nos diferentes ambientes. Essas e outras regalias orçam o projeto em 40 milhões de reais, sendo 60,8% oriundos de leis de incentivos fiscais e 39,2% aplicados diretamente pelos patrocinadores.

Diferente do que acontece com a maioria dos empreendimentos apoiados pela Lei Rouanet, a diretoria da Fundação, encabeçada por Jorge Gerdau, optou por não associar seu nome ao dos mantenedores. Fábio Coutinho, superintendente cultural da instituição, diz que a FIC, como é conhecida, preferiu não seguir o óbvio. “Todo o nosso material tem o nome dos patrocinadores. A diretoria optou por fazer uma fundação, o senhor Jorge achou que a cidade merecia e o artista também. Mas não vemos a necessidade de, com isso, sobressair algum nome”, diz.

Se o Iberê Camargo usou as leis de incentivo de maneira discreta, o Santander preferiu não lançar mão do mecanismo. O banco optou por bancar o projeto com orçamento privado. “A lei traz um estímulo, porque amplia os investimentos na área de cultura. Mas, ao mesmo tempo, se perde o valor que a cultura realmente tem”, diz Liliana Magalhães. Para ela, a atuação é feita de forma isenta e reflete o verdadeiro modelo multiplicador de parcerias, prezado pela instituição. “A cultura sempre trabalhou com investidores. Esse conceito já existia bem antes das leis. Tentamos lidar com isso de forma cuidadosa e, ao mesmo tempo, completa.”

O modelo multiplicador de parcerias é bem visto por todos os centros culturais da cidade. O secretário de cultura, Sergius Gonzaga, diz que a atual efervescência resulta das ações conjuntas entre a comunidade, a iniciativa privada e o poder público. “Hoje, a visão de que todos são adversários foi substituída por uma visão cooperativa e participativa. Temos a esperança de que a cultura seja ainda vista como o néctar absoluto”, completa.

A cooperação acontece também entre as associações de classes, como a Associação de Artes Plásticas Chico Lisboa, que reforça a parceria dos artistas locais com as sedes culturais. Já o modelo de parcerias que o Santander aplica desde 2001, foi apresentado recentemente num fórum promovido pela Aliança Mundial pela Arte e Educação, como um promissor exemplo a ser implantado em outras instituições culturais mundo afora.

O que acontece em Porto Alegre, com uma gestão cultural focada no repasse de conhecimento, não é um milagre. Nem uma fórmula. Neste momento em que voltam a ser discutidas as mudanças na Lei Rouanet, a cidade, certamente, pode oferecer exemplos dos diferentes usos do dinheiro público, e privado, em projetos culturais. Enquanto alguns grupos, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, insistem em brigar pelas “verbas”, a cidade mostra que a saída, muito mais do que uma eterna disputa de egos, pode estar nas pequenas ações capazes de enxergar a cultura como uma peça chave na formação da sociedade.


* A jornalista viajou a convite do Santander Cultural
domingo, 13 de julho de 2008

ostras gigantes

Eu já tinha ouvido falar das ostras de Florianópolis. Mas, juro, não achava que elas eram tão grandes e tão gostosas!

Em um buteco do mercado municipal da cidade, o famoso Box 32, eu e mais dois amigos jornalistas (estávamos na cidade por causa do Fórum de Museus), resolvemos pedir a tal porção de ostras. Fernanda e eu comemos.

A experiência foi saborosa. Sibeli, a garçonete mais legal do mundo (sério, a gente até trocou e-mails!), ensinou a gente o que fazer com aquele bicho do mar de proporções fora do comum. No lugar daquelas pequenas porções, que normalmente são comidas rapidamente, chupadas, aquelas ostras pediam tratamento especial... Com auxílio de um garfo, raspamos as conchas para desgrudar a "carne", que era bem tenra e generosa...

Não preciso descrever muito... se liga nas fotos!


Gigantes! Pedimos só meia porção...


Sibele, a super garçonete, me ensinando a comer a parada...


Fernandinha se deliciando...


Eu e o que restou... viramos as conchas pra fotografar, pq elas também eram especialmente bonitas...
terça-feira, 8 de julho de 2008

fórum nacional de museus

Mal terminei (ou melhor, nem terminei) de postar as coisas de Porto Alegre e já trago notícias de... Floripa!

Pois é, estou aqui para ver o que está pegando no 3º Fórum Nacional de Museus, que começou ontem e vai até sexta feira.

Cheguei só hoje, mas já deu pra perceber um pouco do clima daqui...

Depois conto!
quinta-feira, 3 de julho de 2008

detalhes de POA - parte 2

Demorou, mas chegou! :)

Então, aí vão mais algumas fotos de Porto Alegre. Lembrando que as minhas fotos são péssimas e quase sempre uma viagem, portanto o que vale é a intenção! (haha!)
Amanhã vou colocar mais algumas.

Essas são da primeira parte da viagem, onde a gente foi conhecer a galeria Adesivo (que já mostrei nesse post aqui). São algumas imagens alheias, de coisas que fui passando o olho e achando bacana.

Lembrando que a tal matéria sobre a polítical cultural de Porto Alegre sai essa semana na CartaCapital, edição 503. Nas bancas, em São Paulo, a partir da sexta-feira (amanhã). Mais pro meio da semana eu coloco por aqui também.

Ao que interessa:


Curti esse painel da Nina. A arte dela é bem presente na cidade, apesar de estar também em outras capitais. Seus personagens tem sempre um traço fino, uma coisa bem... como posso dizer.. elegante! Ela é uma fofa, super linda e colaboradora da Carta na Escola, a irmã caçula da CartaCapital... De vez enquando ela aparece aqui na redação...



Essa é a visão quase geral do beco onde fica a Adesivo. É uma parte maior daqueles cartazes que eu já tinha mostrado no post anterior... Pena que não peguei o beco inteiro... Faltou neurônio!


Esse cara de moletom branco (muuuito style) é o Trampo. Visitei a galeria dele também, que é mais um ateilier do que uma galeria. Tem uns trabalhos dele na Transfer também e vou postar aqui mais tarde.


Esse cara de toca vermelha é o Tinho. Na hora ele estava dando entrevista pra uma Tv local, atrás da galeria. Como disse antes, o beco é todo pintado e tem um parque na parte de trás. É aí onde eles estão. O Tinho também tem um painel na Transfer e vou ver se consigo as imagens dele pra mostrar.

Pra quem não lembra, ou chegou agora, a Transfer é uma mega exposição de street art que está acontecendo em Porto Alegre, no Santander Cultural. Quem estiver de passagem, vá lá, vale a pena!

É isso, logo mais, tem mais!
terça-feira, 24 de junho de 2008

mais POA

Então, como prometido, vou continuar a postar aqui as fotos de Porto Alegre...
Vou fazer isso depois, pq tenho que arrumar a resolução das imagens, aquele trampo...

Por enquanto, coloco uma das que acabei de receber aqui na redação...

É uma parte da galera que estava comigo lá no dia.

Se liga no Paintbrush! hahah
segunda-feira, 23 de junho de 2008

detalhes de poa

Um dos primeiros lugares que eu fui em Porto Alegre foi a Galeria Adesivo, fundada pelo Lucas Ribeiro. Ele é skatista, jornalista e artista gaúcho. É também um dos curadores da Transfer e peça influente da street art do sul.

Eu, como ótima fotógrafa que sou, optei por registrar apenas alguns detalhes que achei bacana do lugar... Melhor não ficar me arriscando muito...


Visão geral da Galeria. Ela é bem pequena, mas tem coisas bacanas. Na parede do lado direito, discos e livros ao lado de gravuras. Tudo lá está à venda. Naquela porta, ao fundo, é o espaço onde ficam as obras. No dia, tinha uma instalação.


A parede de sprays.


O balcão de lambes... Esse pé é de uma fotógrafa que tava com a gente. Esqueci o nome dela...



A Galeria fica em baixo de um viaduto, em um daqueles becos. Atrás dela tem um parquinho. Todas as paredes, incluindo as do viaduto, são praticamente tomadas por desenhos, cartazes e lambes. Registrei o melhor, verde, lá em cima. A imprensa gera discórdia em todo lugar... rs

deu pra ti, baixo astral

Depois vou postar umas fotos da viagem bacanuda que fiz pra Porto Alegre no fim de semana.

Fui lá conferir a mostra Transfer, que inaugura no Santander Cultural essa semana, além de dar um passeio por duas galerias de street art e conhecer alguns dos artistas que formam o movimento por lá. Dei também uma breve passada no esplendoroso prédio da Fundação Iberê Camargo que, como esperado, é bem mais lindo pessoalmente.

Em breve!