Alguém aí, como eu, ainda tem dificuldade de pronunciar nomes de marcas ou designers europeus? Olha só que beleza, nossos problemas acabaram! As meninas do Shiny Fashion fizeram um videozinho explicativo divertido ensinando a pronuncia de alguns dos nomes mais complicados da moda. Niice!
terça-feira, 19 de maio de 2009
esperando ansioso
Pois é, parece que um maluco francês resolveu criar um lava-jato de cachorros! haha
Não vejo exatamente muita utilidade nele, já que a duração média de um banho (com secagem) é a mesma, se comparada ao banho normal no petshop. Cerca de 30 minutos e pronto! Bichinho cheirosinho de volta pra casa! E os preços também ainda são caros. Em média, 13 euros (R$ 36) para cães de pequeno porte, 22 euros (R$ 62) para os médios e 31 euros (R$ 87) para os grandes.

Mesmo assim, conheço alguém que está louco de ansiedade pra experimentar essa maravilha.
Aposto que ele ia se divertir!

Oi!
Não vejo exatamente muita utilidade nele, já que a duração média de um banho (com secagem) é a mesma, se comparada ao banho normal no petshop. Cerca de 30 minutos e pronto! Bichinho cheirosinho de volta pra casa! E os preços também ainda são caros. Em média, 13 euros (R$ 36) para cães de pequeno porte, 22 euros (R$ 62) para os médios e 31 euros (R$ 87) para os grandes.

Mesmo assim, conheço alguém que está louco de ansiedade pra experimentar essa maravilha.
Aposto que ele ia se divertir!

Oi!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
no limpão
quinta-feira, 14 de maio de 2009
beatlestube!
Acabei de receber uma dica bem legal do meu amigo Leandro, que é viciado em Beatles. É o BeatlesTube!! Pois é... um YouTube só de Beatles!! Ou melhor, um fansite que organiza todos os vídeos da banda que estão disponíveis na internet. E o acervo é gigante!
Bem organizado, o site disponibiliza a procura de vídeos por nome da música ou álbum. E ainda estão lá alguns filmes que a banda fez, documentários, programas de tevê e tudo mais... Até uma rádio on line que só toca... beatles, claro!
Bacana também é que todos os vídeos vem acompanhados das letras de música. Então dá pra perder um bom tempo na brincadeira. Diversão garantida!
Mas o melhor de tudo é que estão disponíveis outras três versões: StonesTube, U2Tube e QueenTube! E todos seguem o mesmo esquema. Em breve, ElvisTube também estará no ar.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
os brasileiros, de andré toral
Antropólogo e historiador por formação, o desenhista André Toral, encontrou nas histórias em quadrinhos uma maneira de juntar profissão e lazer. Seu último trabalho, Os Brasileiros (Conrad, 88 págs, R$38), reúne sete histórias que narram episódios da trajetória indígena, desde a colonização até hoje. Usando diferentes técnicas, Toral trabalha o colorido ou o preto e branco. Narra o choque entre civilizações, mas, sobretudo, dá ao índio o lugar de protagonista. “Quero tirar os índios da posição de vítima da história”, disse o autor. Conversei com ele por telefone e segue aí parte do nosso papo. Camila Alam: Muitas das histórias de Os Brasileiros mostram uma civilização guiada pelo canibalismo e vingança. São características de uma época ou uma imagem estereotipada?
André Toral: O canibalismo é um tema que se impõe. É o principal traço do comportamento dos habitantes do Novo Mundo, notado por cronistas e viajantes. É também uma forma de vingança. As tribos tinham um complexo ritual de vingança e tentei girar em torno disso. Quis abordar também outro ângulo da conquista. Não podemos só vê-la como uma guerra de brancos contra índios, mas também, e muitas vezes, de índios contra índios. Quero tirar-los da posição de vítima da história e dar a eles caráter de protagonistas.
CA: Você cita na conclusão do livro que a sua formação como antropólogo não influencia nas suas histórias. Tem certeza?
AT: Na verdade, não quis fazer estas histórias como se fosse tese. Tenho medo de que elas virem muito “papo cabeça”. Quero que as pessoas leiam com interesse de leitor de quadrinhos, muito mais do que intelectual. É pra ser divertido. Sou antropólogo sim, mas estas histórias são frutos da minha imaginação, ela é o fio condutor. Todas têm muito de criação literária. Na podemos nos esconder por trás de uma falsa objetividade. A minha história tem autonomia dentro da História. Pretendo ser claro como a noite.
CA: Porque seu traço varia tanto de uma narrativa para outra?
AT: A mais antiga, fiz em 1991, e a mais recente, em 2008. Acho que aprendi a desenhar. Aos 50 anos, faço tudo melhor do que eu fazia antes. Menos enxergar de perto. Deixei de ter timidez. Eu achava que todo desenhista precisava usar nanquim. Mas depois reparei que eu podia scanear o lápis. Essa mudança técnica, aparentemente boba, me permitiu manter no desenho a “mão mole” que o lápis dá. Errou, apagou, não tem drama. A parte que eu mais gosto é a coloração com aquarela. Penso menos e parece que a mão caminha automaticamente.
CA: E porque trabalhar com enredos curtos e autobiográficos? [Em A Alma que caiu do corpo, o autor conta em apenas uma página uma de suas experiências com lendas indígenas].
AT: Eu me coloco lá. Alguém já falou que o difícil é fazer cenas do cotidiano. Não costumo fazer isso, mas achei divertido. Se existe um caminho que gostaria de traçar a partir de agora, é este. Aproximar as histórias do meu dia-a-dia.
CA: Você é daqueles que anota tudo que acontece a sua volta, para uma eventual história?
AT: Eu sou o homem dos papeizinhos. Guardo tudo, mas eles nunca são muito bons. Valorizo a primeira idéia, mas ela não é nada sem trabalho posterior.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
caligrafia na choque cultural

Enraizadas na história do grafite, as letras fazem parte do estilo desde a sua criação e a sua utilização se tornou a marca principal de muitos artistas. Registrada de maneira ilegível ou em formatos pouco prováveis, a escrita da arte de rua recebe homenagem na exposição Caligrafia, realizada pela galeria Choque Cultural, em São Paulo, desde o dia 2.

Nas paredes coloridas da casa, uma mistura de grandes painéis e pequenos quadros segue a temática de diferentes maneiras. Sob curadoria de Eduardo Saretta, mais de 40 artistas, todos eles ligados à street art, ilustram sua percepção de letras, em estilos, formas e materiais variados. Entre os expostos está presente Chaz Bojorquez, americano de 60 anos, criador de uma tipografia chamada Cholo, muito usada nos subúrbios dos Estados Unidos, na década de 60.

A paulistana Mariana Martins apresenta telas onde mistura as letras dos diplomas com material reciclado, como selos e rótulos antigos. O carioca Cláudio Gil, professor de caligrafia, explora estilo em peças que misturam o clássico e o contemporâneo. Jun Matsui, Chivitz, Trampo, Ivan Szazi e Binho, nomes fortes da arte de rua nacional, também compõem a mostra.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
geraldo de barros e a modulação

Quando começou a experimentar a fotografia, em meados dos anos 40, o artista Geraldo de Barros trouxe para os negativos a mesma abstração que permeava suas telas. Imagens sobrepostas e facetadas eram resultados de experiências que incluíam múltipla exposição ou pintura sobre negativo. Na cola dos concretistas, deu à fotografia novas possibilidades de trabalhar a retratação do real, com o raciocínio voltado para formas geométricas e modulares. A técnica construída e aprimorada pelo artista permeou toda sua produção e é explorada na mostra Geraldo de Barros – Modulação de Mundos, em cartaz no SESC Pinheiros, em São Paulo, desde o dia 30.

Na exposição, duas séries de fotografia ajudam, de diferentes formas, a explicar ao visitante o conceito de modulação empregado pelo artista. A primeira delas, Fotoformas, é o marco inicial de sua carreira, conjunto que fez parte de sua primeira exposição individual. Disparando cliques sobre um mesmo negativo, o fotógrafo explorava diversos ângulos de uma mesma paisagem, criando formas abstratas e caleidoscópicas.
A segunda série, nomeada Sobras, mostra uma produção diferente, mas que ainda ressalta a idéia de partes. Criada nos anos antecedentes a sua morte, em 1998, a série faz jus ao nome que recebe. Garimpando os arquivos familiares, o fotógrafo separou uma série de negativos antigos, todos de recordações pessoais. A partir deles, recortava e montava paisagens. Criava mosaicos ou simplesmente abstraia partes de uma imagem, deixando grandes espaços vazios. Nesta época, Barros havia perdido parte de suas funções motoras, após ter sofrido isquemias cerebrais. Ainda sim, com a ajuda de uma assistente, continuava a explorar os recursos de materiais antigos e esquecidos.

“Embora sejam diferentes entre si e feitas num espaço de tempo tão longo, é curioso que os dois trabalhos tenham o mesmo sistema operativo. Ambas as séries são importantíssimas em termos de qualidade técnica”, diz João Bandeira, responsável pela curadoria do acervo, que hoje pertence ao SESC.

“Embora sejam diferentes entre si e feitas num espaço de tempo tão longo, é curioso que os dois trabalhos tenham o mesmo sistema operativo. Ambas as séries são importantíssimas em termos de qualidade técnica”, diz João Bandeira, responsável pela curadoria do acervo, que hoje pertence ao SESC.
Além de reunir fotografias, a exposição apresenta uma série de móveis e maquetes desenhados pelo artista, na época em que trabalhava como designer para indústrias de mobília, como Unilabor e Hobjeto. A geometria direta e simples caracterizava boa parte de suas criações, expondo em seus desenhos vestígios da tradição concretista.
“O princípio da modulação está presente em toda sua obra, mas esta é só uma das interpretações que ele pode receber”, completa Bandeira. Paralela a exposição, o SESC realiza um debate sobre o artista, na quinta-feira 07, além de exibir continuamente o longa-metragem Geraldo de Barros – Sobras em Obras, de Michel Favre.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
história do lance!, por mauricio stycer
O lançamento do jornal esportivo Lance!, em 1997, marcou a mídia nacional. Quando surgiu, havia um vácuo de quase vinte anos em que nenhum diário de grande porte era criado no país. Parte de sua trajetória e conjunturas de sua formação são narradas em História do Lance! (Alameda, 320 págs, R$46), do jornalista Mauricio Stycer, integrante da equipe que iniciou as atividades do periódico, há 12 anos. O lançamento do livro acontece hoje, em São Paulo, no bar Canto da Madalena. Ativo no projeto durante os primeiros oito meses, Stycer guardou daquela época material que o levaria a começar uma pesquisa, posteriormente transformada em dissertação de mestrado pela Universidade de São Paulo. “São recordações muito ricas que me chamaram atenção na época, porque tinham uma importância histórica. Representava o inicio de uma retomada de investimento em mídia no Brasil”, diz o jornalista, ex-redator chefe de CartaCapital e hoje repórter especial do IG.
Mais do que uma grande reportagem, História do Lance! alia a pesquisa empírica ao estudo mais profundo de um período de mudanças na mídia nacional. “Não tenho ambição de contar a história definitiva, mas sim uma história da maneira como vivi, interpretei e estudei”, diz.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
oh, god!
Gentem, acho que vou transformar esse "oh, god!" numa seção do blog. É cada absurdo que o povo fala...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
x-men origens: wolverine

Desde o primeiro lançamento, em 2000, a série X-Men se tornou uma das adaptações de quadrinhos mais bem sucedidas nos cinemas. Três sequências depois, chegou a hora de seu personagem mais popular ganhar filme próprio. X-Men Origens: Wolverine, a estreia do fim de semana no mundo inteiro, é um dos mais aguardados do ano e confirma o favoritismo do ator australiano Hugh Jackman junto à Hollywood.
Com popularidade crescente nos últimos anos, Jackman foi o eleito da Academia para tentar impulsionar a audiência do Oscar este ano. E conseguiu. Pouco conhecido antes de dar vida a personagem, o ator volta as telas contando não só a origem de Wolverine, como de parte da equipe X-Men e de como ela começou a ser liderada pelo Professor Charles Xavier (Patrick Stewart). Eu gostei bastante do filme. Mais impactante que os outros três, com ótimas cenas de ação e outras românticas ou engraçadinhas. Aliás, o humor ácido do personagem é uma das razões por ele ser tão adorado. Wolverine é o típico rabugento. E esse é seu charme.
Neste novo longa, dirigido pelo sulafricano Gavin Hood, o mutante com garras indestrutíveis é a estrela principal, mas os fãs também vão apreciar a presença de personagens nunca vistos em outras sequências da série, como Gambit (Taylor Kitsch) e Dentes-de-Sabre (Liev Schreiber). Como esperado, X-Men Origens é cercado de ação por todos os lados, mas narrativa traçada desde a infância leva o espectador a conhecer a raiz do ódio que tanto caracteriza o protagonista.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
minha paixão pelo track id
Se tem uma coisa que eu gosto nessa tal vida moderna é a capacidade de poder estar efetivamente conectada com tudo aquilo que me interessa, por mais distante que meu objeto de apreciação esteja. Posso, por exemplo, ver um desfile da semana de moda de Nova York pela internet. Posso assistir meu seriado preferido, ao vivo, ao mesmo tempo que ele está passando nos Estados Unidos. (aliás, hj tem LOST no Justin.tv).
Não sou daquelas que não vive sem twittar pelo celular. Mas confesso que às vezes chego em casa e instintivamente ligo o computador. Mesmo sem ter nada pra fazer on line. São os sinais dos nossos tempos, não tem jeito. Tudo isso pra dizer que estou in love com a minha mais nova descoberta tecnológica. Ela se chama Track Id e funciona pelo celular.
Não em todos os aparelhos, mas com certeza em todos da Sony Ericsson. E eu sei que o iPhone tem uma ferramenta parecida com essa também. Funciona assim: sabe quando vc está em alguma balada e começa a tocar aquela música que vc aaaaaaaama, mas não sabe de quem é? Ou quando toca algo no rádio e o locutor esquece de falar o nome da banda? Track Id neles! É só acionar o mecanismo pelo telefone, que ele descobre não só o nome da música, mas também a banda e o albúm no qual a canção foi lançada! E o melhor, vc pode, na mesma hora, baixar a faixa, fazer com ela vire o seu ringtone ou ainda mandar as informações por sms, direto pra sua caixa postal!
Não é uma maravilha?... Adorei!
Depois, é só arrasar no blip! haha
Não sou daquelas que não vive sem twittar pelo celular. Mas confesso que às vezes chego em casa e instintivamente ligo o computador. Mesmo sem ter nada pra fazer on line. São os sinais dos nossos tempos, não tem jeito. Tudo isso pra dizer que estou in love com a minha mais nova descoberta tecnológica. Ela se chama Track Id e funciona pelo celular.
Não em todos os aparelhos, mas com certeza em todos da Sony Ericsson. E eu sei que o iPhone tem uma ferramenta parecida com essa também. Funciona assim: sabe quando vc está em alguma balada e começa a tocar aquela música que vc aaaaaaaama, mas não sabe de quem é? Ou quando toca algo no rádio e o locutor esquece de falar o nome da banda? Track Id neles! É só acionar o mecanismo pelo telefone, que ele descobre não só o nome da música, mas também a banda e o albúm no qual a canção foi lançada! E o melhor, vc pode, na mesma hora, baixar a faixa, fazer com ela vire o seu ringtone ou ainda mandar as informações por sms, direto pra sua caixa postal!
Não é uma maravilha?... Adorei!
Depois, é só arrasar no blip! haha
terça-feira, 28 de abril de 2009
oh, god!
O texto abaixo é uma reprodução da coluna da Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo de hoje (28/04/09). Leiam e concordem comigo. É ou não é a coisa mais hilária já publicada num jornal nos últimos tempos?
"Cala a boca, seu b.!"
Ela jogou um copo de água nele. Ele jogou um copo de água nela. Ela então jogou um copo de vinho nele. O homem que acompanhava a jovem se levantou e foi embora. Ela foi atrás, xingando.
O Gero não cobrou o vinho servido a boa parte dos clientes naquela noite.
"Cala a boca, seu b.!"
Era para ser uma como tantas noites agradáveis em que clientes célebres e outros nem tanto levam suas famílias para jantar no restaurante Gero, do grupo Fasano, no sábado. Até que um casal, formado por um estrangeiro e uma jovem linda e loira, entrou e se sentou numa mesa reservada para quatro pessoas. Alertada pelo garçom, a moça reagiu: "Seu mal educado, seu grosso. Tá pensando o quê?"
Assustado com a reação, o funcionário chamou o mâitre, que gentilmente explicou à cliente que ela poderia se sentar em uma mesa mais ao fundo do restaurante, de dois lugares. O casal foi acomodado numa mesa ao lado da do ministro da Educação, Fernando Haddad, que jantava com os filhos.
Ela jogou um copo de água nele. Ele jogou um copo de água nela. Ela então jogou um copo de vinho nele. O homem que acompanhava a jovem se levantou e foi embora. Ela foi atrás, xingando.
O Gero não cobrou o vinho servido a boa parte dos clientes naquela noite.
workshop bacana na nike sportswear

Quando a loja da Nike Sportswear inaugurou em São Paulo, eu já tinha comentado por aqui sobre a programação de palestras e workshops que eles pretendiam fazer. Pois é, o projeto continua rolando e essa semana tem um evento bem bacana.
O workshop Faça sua Revista acontece hoje e amanhã à noite sob o comando dos jornalistas Tiago Moraes e Mateus Potumati, que fazem parte da equipe da +Soma. Vai rolar assim: no primeiro dia, os meninos farão uma espécie de palestra, contando sobre fanzines e funcionamento de uma redação. O grupo será dividido em funções e cada um terá uma tarefa para o next day.
Amanhã, será o dia da prática. Munidos com o que lhes foi atarefado, o grupo começa então a parte prática de montar uma revista/fanzine. Tudo sob a supervisão dos jornalistas! Achei uma idéia bem bacana e uma ótima oportunidade não só pra quem pensa em fazer algo relacionado à área, mas também para aqueles curiosos de plantão que adoram fuçar coisas diferentes pra fazer em São Paulo! E o melhor: é gratuito!
Quem quiser participar, pode mandar um e-mail para: nsw.pinheiros@nike.com
segunda-feira, 27 de abril de 2009
verão índio
A junção de dois mestres das histórias em quadrinhos italianas chega ao Brasil este mês, com longos 22 anos de atraso. Verão Índio (Conrad, 152 págs, R$ 49,90), lançada originalmente em 1987, alia o roteiro de Hugo Pratt aos desenhos de Milo Manara e foi considerada uma das HQ’s mais importantes do século XX.Nos Estados Unidos do século XVII, uma garota de um vilarejo puritano é atacada sexualmente por dois indígenas. O episódio é mostrado nas primeiras dez páginas e a ausência de diálogos intensifica a maestria de Manara ao ilustrar cenas de impacto. Depois do ocorrido, a guerra dos nativos contra os colonos europeus ganha força, envolvendo uma pequena família de renegados, que vive perto do vilarejo. A história do clã acaba por servir de pano de fundo para Pratt construir no roteiro a identidade de uma nação em formação, narrarando episódios de selvageria, incestos e abuso de poder.
O característico traço de Manara, considerado o mestre do quadrinho erótico, dá vida a personagens sensuais, homens robustos e mulheres cheias de curvas. Mas além de chamar atenção pela conotação sexual, o estilo de Manara é permanente nas cenas de guerra ou paisagens, compostas por cores fortes que se tornam ausentes quando são narrados flash-backs. Pelo enredo e produção, Verão Índio se torna um exemplar essencial para os apreciadores do estilo.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
mostra cassavetes começa hoje no hsbc

O diretor e ator americano John Cassavetes, morto em 1989 devido a complicações hepáticas, completaria 80 anos em 2009. Sua trajetória inclui fases de amor e ódio com Hollywood, lugar ao qual ele não pertencia. Em sua homenagem, o cineclube do HSBC Belas Artes, em São Paulo, reúne algumas de suas obras a partir de hoje.
Uma vez por dia, durante as próximas quatro semanas, o cinema realiza uma sessão especial com um dos filmes do diretor-símbolo do cinema independente americano. As sessões acontecem sempre às 19h, mas podem variar pras 19h30. Portanto, não custa dar uma ligadinha antes.
Entre os longas-metragens selecionados estão Sombras (1959), o primeiro filmado por Cassavetes e Faces (1968), cujo roteiro fora escrito pelo diretor orinalmente para o teatro e que tem como protagonista Gena Rowlands. A atriz, que era sua esposa e musa, estrela também Noite de Estreia (1977) e Uma mulher sob influencia (1974), ambos presentes na mostra.
Fiquem atentos à programação!
-Faces: de 24 a 30 de abril;
-Uma Mulher Sob Influência: de 01 a 07 de maio;
-Noite de Estreia: de 08 a 14 de maio;
-Sombras: de 15 a 21 de maio.
-Uma Mulher Sob Influência: de 01 a 07 de maio;
-Noite de Estreia: de 08 a 14 de maio;
-Sombras: de 15 a 21 de maio.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
alécio de andrade e o louvre

Por quase 40 anos, o fotógrafo brasileiro Alécio de Andrade viveu em Paris, onde realizou uma importante série dedicada ao Museu do Louvre. O registro, produzido entre os anos de 1964 e 2003, acompanham a trajetória e as transformações sofridas pelo museu ao longo dos anos, além de traçar também um perfil do eclético público de um dos templos de arte mais famosos do mundo.
Parte deste acervo, cerca de 90 fotografias em preto e branco, integra a exposição O Louvre e seus visitantes, em cartaz no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, a partir de hoje, 23 de abril. Apesar de ter passado boa parte da vida na Europa, Alécio de Andrade teve ilustres admiradores brasileiros. O que Alécio vê, poema de Carlos Drummond de Andrade, foi escrito em sua homenagem.
O que Alécio vê
A voz lhe disse ( uma secreta voz):
- Vai, Alécio, ver.
Vê e reflete o visto, e todos captem
por seu olhar o sentimento das formas
que é o sentimento primeiro - e último - da vida.
E Alécio vai e vê
o natural das coisas e das gentes,
o dia, em sua novidade não sabida,
a inaugurar-se todas as manhãs,
o cão, o parque, o traço da passagem
das pessoas na rua, o idílio
jamais extinto sob as ideologias,
a graça umbilical do nu feminino,
conversas de café, imagem
de que a vida flui como o Sena ou o São Francisco
para depositar-se numa folha
sobre a pedra do cais
ou para sorrir nas telas clássicas de museu
que se sabem contempladas
pela tímida (ou arrogante) desinformação das visitas,
ou ainda
para dispersar-se e concentrar-se
no jogo eterno das crianças.
Ai, as crianças... Para elas,
há um mirante iluminado no olhar de Alécio
e sua objetiva.
(Mas a melhor objetiva não serão os olhos líricos de Alécio?)
Tudo se resume numa fonte
e nas três menininhas peladas que a contemplam,
soberba, risonha, puríssima foto-escultura de Alécio de Andrade,
hino matinal à criação
e a continuação do mundo em esperança.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
budapeste, o filme, também é pálido

As atenções voltam-se para Chico Buarque durante este mês. Budapeste, seu romance publicado em 2003, chega aos cinemas hoje, praticamente ao mesmo tempo em que as livrarias recebem seu novo livro.
Nos primeiros minutos do filme, o protagonista José Costa (Leonardo Medeiros) revela sua percepção sobre a cidade húngara, que não é cinza, mas amarela. O longa-metragem, dirigido por Walter Carvalho, também é pálido. Medeiros dá vida a um ghost-writer que aterrissa por acaso em Budapeste trazendo na bagagem infelicidade e dúvida. O encantamento com a língua e o lugar aflora quando conhece Kriska (Gabriella Hármoni), com passa a dividir a vida, durante a curta estadia. Mas a paixão parece não convencer o espectador e Costa ainda aparenta estar infeliz, como quando deixou a mulher (Giovana Antonelli) e o filho, no Brasil.
A vasta experiência de Walter Carvalho como diretor de fotografia (em filmes como Central do Brasil e Carandiru) rende bonitas paisagens, como a que o protagonista se depara em sua chegada à cidade, quando uma enorme estátua do líder soviético Lênin atravessa seu caminho flutuando sobre o Rio Danúbio num cargueiro. O ator Paulo José, na pele de um advogado de tipo excêntrico, acaba por roubar a cena em seus cinco minutos de aparição.
terça-feira, 21 de abril de 2009
chico mendes na tv câmara

A TV Câmara exibe hoje a noite o documentário Chico Mendes – Cartas da Floresta, dirigido por Dulce Queiroz e produzido pela emissora da Câmara dos Deputados. Com narrativa em primeira pessoa, baseada nas cartas escritas pelo líder seringueiro quando ainda era vivo, o filme aborda de maneira sucinta, porém não superficial, a trajetória de luta dos povos da Amazônia.
Depoimento de amigos, parentes e intelectuais narram a vida de Chico Mendes desde a infância até sua morte, em dezembro de 1988. O documentário será exibido às 21h e faz um apelo final ao governo, reforçando a necessidade de preservar as reservas extrativistas de borracha, onde é possível progredir sem agredir a floresta. O filme será reprisado nos dias 25 e 26 de abril, às 22h e 13h30, respectivamente.
Em uma das cartas deixadas por Chico, a seguinte frase: "Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia. Quero Viver."
segunda-feira, 20 de abril de 2009
bettie page, a rainha pin-up

Numa época onde não existiam revistas masculinas e a nudez era castigada pelos bons costumes, a jovem modelo fotográfico Bettie Page mexeu com a imaginação dos homens americanos posando para fotos sensuais, usando roupas de banho ou fantasias.

Com isso, recebeu dos fãs, durante a década de 50, o título de Rainha do Universo Pin-Up, expressão pela qual ficou conhecida a produção em larga escala de fotos sensuais ou de conteúdo levemente erótico.

Produzido para tevê americana, o longa-metragem Bettie Page chega ao Brasil em DVD (Casablanca Filmes) e narra o ápice da carreira da modelo, interpretada por Gretchen Mol, até a sua aposentadoria, que acontece quando o estilo começa a ser perseguido pelo Congresso americano.

Bettie Page também ficou conhecida por suas fotografias sadomasoquistas. Uma das passagens interessantes do filme é quando a personagem começa a dizer o que sente quando faz esse tipo de fotografia. Para ela, eram apenas "fantasias que fazem outras pessoas felizes".

Abaixo, o trailler do filme:
sexta-feira, 17 de abril de 2009
vídeos da semana
Ueba! A sexta-feira chegou e os vídeos da semana também!
Eu ia postar a Susan Boyle, que bombou essa semana. Mas acredito que todos já devam ter visto o vídeo dela no Britains's Got Talent (se não, cliquem no link ae). Ele me emocionou e me indignou ao mesmo tempo, mas nem vou começar a falar sobre isso pra não perder o foco do post! hehe
Como o vídeo da semana é postado aqui para animar (e não bodear) o finde, nada melhor do que a escolha desta sexta!
A banda americana B-52's faz shows no Brasil hoje, amanhã e segunda. E a canção acima, Private Idaho, é uma das minhas preferidas deles e obrigatória em qualquer festinha que se preze. Com direito de arrastação de sofá e tudo mais!
E a voz da Kate Pierson é demais. Ela consegue me animar em qualquer circustância. Gosto bastante dela cantando com o R.E.M., em Shiny Happy People. E o que dizer de sua participação em Candy, do Iggy Pop?
E depois da nova formação, eles voltaram muito bem! Esse single que eles lançaram ano passado, Funplex, é beeem divertido!
17/abril - Rio de Janeiro, Brasil - (Citibank Hall)
18/abril - São Paulo, Brasil - (Credicard Hall)
20/abril - Porto Alegre, Brasil - (Teatro do Bourbon)
Eu ia postar a Susan Boyle, que bombou essa semana. Mas acredito que todos já devam ter visto o vídeo dela no Britains's Got Talent (se não, cliquem no link ae). Ele me emocionou e me indignou ao mesmo tempo, mas nem vou começar a falar sobre isso pra não perder o foco do post! hehe
Como o vídeo da semana é postado aqui para animar (e não bodear) o finde, nada melhor do que a escolha desta sexta!
A banda americana B-52's faz shows no Brasil hoje, amanhã e segunda. E a canção acima, Private Idaho, é uma das minhas preferidas deles e obrigatória em qualquer festinha que se preze. Com direito de arrastação de sofá e tudo mais!
E a voz da Kate Pierson é demais. Ela consegue me animar em qualquer circustância. Gosto bastante dela cantando com o R.E.M., em Shiny Happy People. E o que dizer de sua participação em Candy, do Iggy Pop?
Clááássica!!
17/abril - Rio de Janeiro, Brasil - (Citibank Hall)
18/abril - São Paulo, Brasil - (Credicard Hall)
20/abril - Porto Alegre, Brasil - (Teatro do Bourbon)
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