No bairro do Jardim Limpão, Daniel Melim ensina jovens a grafitar
É em direção a uma estreita viela, na entrada do bairro do Jardim Limpão, em São Bernardo do Campo, que Daniel Melim se dirige, carregando material que traz no porta-malas de seu carro. Num caixote de supermercado estão latas de tinta, sprays coloridos, pincéis e estênceis. São poucos, comparados aos que o artista usa em seu atelier, localizado a metros dali, mas suficiente para fazer a alegria de uma molecada que o avista de longe e chega pulando para cumprimentar. Há quatro anos, Melim desenvolve no bairro que viu crescer o Projeto Comunidade Limpão, que tenta voltar a atenção dos jovens e crianças para a arte, usando como base principal o grafite.
Em uma espécie de workshop improvisado, numa manhã de domingo, o artista reúne algumas crianças e começa a planejar, com elas, a nova fachada da sede da comunidade. O lugar, um pequeno quadrado com banheiro, é também a base do Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Senhô, onde ao mesmo tempo, Fabio Almeida, conhecido como Preto, ensina um grupo a montar um xequeré, um dos instrumentos de percussão usados nas rodas de capoeira. Cenas como estas, repetidas em fins de semana no Limpão, se tornaram rotina para a comunidade, assim como para Melim, artista em progressiva ascensão no hoje cobiçado mundo da chamada street art.
Foi no Jardim Leblon, também em São Bernardo, que começou a trajetória como artista. Trabalhou como motorista quando jovem, deu aula de pintura em escolas públicas e hoje, aos 29 anos, já expôs em mostras no Brasil e no exterior e é representado por uma importante galeria em São Paulo, a Choque Cultural, especializada em arte contemporânea. Um de seus últimos trabalhos está hoje em Londres. Convidado pela ONG Action for Brazil’s Children, que tem como patronos figurões do showbussiness, como o guitarrista Jimmy Page e o cineasta Fernando Meirelles, Melim customizou uma cobiçada guitarra da marca Gibson. O objeto, junto com outros 11 feitos por outros artistas, será leiloado em breve.
Se Melim já é um nome conhecido para os modernos e entendidos, ali, para as crianças do Limpão, é o boa gente que vem ensinar como trabalhar com uma técnica antes marginalizada. Começando a pintura de base na parede da sede, Lucas, de 14 anos, Rafael, 12, Rodrigo, 15, e Gabriel, 9, discutem o tema que deverá emergir do velho muro.
“O símbolo do Corinthians!”, alguém grita. “Não fala besteira, menino”, retruca o professor. De maneira muito natural e improvisada, Melim guia os garotos, ensina o processo e os deixa trabalharem sozinhos. Mostra como segurar um rolo de tinta, explica as diferenças entre os diversos tamanhos de bicos do spray e ajuda a montar a idéia geral do projeto. O grupo é pequeno, para evitar bagunça. Ainda assim, o artista precisa chamar atenção dos insistentes, que tentam, em vão, usar os sprays para “pichar” o muro da frente. E coitado de alguém que usar a palavra pichação. “Aqui ninguém picha”, diz Melim, que é imediatamente respeitado. Um dos rebeldes acaba escapando e vai pintar um poste com o que sobrou de tinta vermelha num rolinho. Tudo bem.
Encostadas nas proximidades, outras crianças observam e tentam chegar para ajudar. Hoje não, mas fica pra próxima. O material, todo bancado pelo artista, só é suficiente para pintar a sede, mas a parede ao lado, cedida pelo dono do bar vizinho, já está reservada para a próxima intervenção. Outras crianças trabalharão nesse dia. A pintura das vielas, muros e fachadas de casa só funciona com a autorização dos donos das casas. “Aqui tem muitos evangélicos e eles não gostam das figuras. Normalmente acham que é coisa do diabo”, explica Melim.
Do lado de fora, é possível ouvir o barulho do batuque que vem de dentro da casa. Fabio Almeida, o Preto, está ensinando um grupo a montar um xequeré, instrumento africano que custa em média 100 reais, mas que no workshop do Limpão, o morador aprende a fazer e leva pra casa. Na cozinha improvisada, um fogão de duas bocas esquenta uma panela de pressão cheia de canjica. “Tentamos resgatar a cultura africana, através da música, da capoeira e da culinária. É a nossa essência”, diz Preto, ao mesmo tempo em que mostra a repórter como construir o instrumento. Para o professor de capoeira, pernambucano de 31 anos, que há 8 trabalha e mora no Limpão, a maior dificuldade não é ensinar as crianças, mas seus pais. “É difícil formar a identidade dos pequenos, quando eles saem daqui ouvindo o canto das lavadeiras e voltam para casa para ouvir funk que os pais ouvem”. Preto conta que se teve noção de sua responsabilidade junto as crianças no dia em que um garoto o viu tomando cerveja em um churrasco. “Você é um mentiroso! Ensina a gente não beber, e está aí, com a latinha na mão”, foi a bronca do garoto. Depois disso, parou de beber. E o garoto, hoje com 13 anos, é Caíque, um dos mais experientes e promissores da roda de capoeira.
A sede não é, contudo, freqüentada só por moradores. A professora Roberta Costa, de 29 anos, ouviu de seus vizinhos que ali eram dadas aulas de capoeira e resolveu conhecer. Assídua no local há pouco mais de dois meses, ela traz o filho Flavio, de 4 anos. O garoto é um dos mais empolgados quando ouve o som do berimbau e arrisca alguns passos que vem aprendendo nas aulas. “Ele só fala disso, adora vir aqui. E tenho aprendido coisas de raiz que posso também levar pros meus alunos”, conta a professora da rede pública que ensaia uma dança africana para os alunos colocarem em prática na próxima festa junina.
Do lado de fora, o muro está quase pronto. Enquanto Lucas saca um aparelho de MP3 e ouve funk carioca, do tipo “proibidão”, Rodrigo, o mais velho da turma, termina uma parte do stencil. A técnica muito usada na arte de rua e consiste em usar uma espécie de forma para delimitar traçados. Com o muro pronto, Melim saca a câmera e faz fotos. Todos querem mostrar os dedos sujos de tintas, orgulhosos do trabalho que terminaram, depois de mais ou menos quatro horas de pintura. “Tentamos fugir da idéia de deixar a favela ‘mais bonita’. Queremos sim, humanizar os becos, trazer as crianças para perto de nós e deixá-los cada vez mais longe do tráfico”, diz Melim. Há cerca de quatro anos dando continuidade ao projeto Comunidade Limpão, Melim, Preto e os outros organizadores dessa pequena sede ainda encontram dificuldades para conseguir apoio. Tentam, pelos próprios meios, agir de maneira independente. O desejo antigo de montar uma ONG, que receba doações de maneira legal, julgam ser um processo burocrático demais. Mas que aos poucos começa a tomar forma. Enquanto isso, nos fins de semana do Limpão, faça chuva ou faça sol, a garotada segue aprendendo o que lhes é ensinado. Mesmo que seja misturando o funk com o afoxé.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
um leitor incansável*
* Matéria publicada na CartaCapital número 550. A biblioteca já está no ar! Acessem!
Em meio aos quase 100 mil títulos da biblioteca do empresário e colecionador José Mindlin está um trabalhador acuado. Envolvido pela maior coleção particular do País, segura cuidadosamente um livro. Lê, escaneia e vira página por página, com delicadeza e rapidez. Há quase dois meses repete incansavelmente a rotina. Por suas mãos já passaram exemplares raros, originais de Machado de Assis, José de Alencar e Joaquim Manoel de Macedo. Sermões do Padre Antônio Vieira ou gravuras de Jean-Baptiste Debret. Edições raríssimas, todas fora de catálogo ou praticamente inéditas no País, reunidas por José Mindlin desde os 13 anos de idade.
Tamanho cuidado e precisão são necessários. O trabalho delicado é o passo inicial para a realização do projeto de digitalização da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, acervo de quase 17 mil títulos que pertencia ao bibliófilo e foi doado à Universidade de São Paulo em 2006. Esta pequena, porém suntuosa, parte de seus livros, antes restrita, ganha lugar na internet a partir da semana que vem. O trabalhador citado anteriormente, responsável pela transferência das obras para o computador, é um robô de Nova York.
Inédito na América Latina, o Kirtas APT 2.400 BookScan custa cerca de 220 mil dólares e foi uma aposta da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), que doou o equipamento à universidade e trabalha em parceria com ela. Especializado em digitalização de livros encadernados, o scanner robotizado é capaz de ler 2.400 páginas por hora. Um livro de 300 páginas, por exemplo, pode ser transferido para um computador em meros oito minutos.
Uma vez digitalizado, o conteúdo do livro é acessado pela equipe de pesquisadores e operadores da USP por meio de soft-wares livres e customizados. O grupo organiza o material para disponibilização on-line em uma página com acesso irrestrito. Assim, mapas, manuscritos, gravuras e textos antigos passam a ser propriedade não só da universidade, mas de quem quiser, gratuitamente, em casa, imprimir, copiar ou consultar os arquivos. Selecionar, recortar e buscar palavras em textos, da maneira que lhe for apropriada. Sem pagamentos ou senhas, o acesso a obras de domínio público que, normalmente, pouco são tocadas nas prateleiras das bibliotecas tradicionais, torna-se universal.
O projeto é grandioso e pretende atingir não só a Brasiliana de Mindlin, mas outras bibliotecas da universidade, como as dos cursos de Direito e Filosofia. A fase atual é de experimentação. A partir da próxima semana, estará disponibilizada uma pequena amostra, cerca de 5 mil títulos, do que poderá ser um dos maiores acervos on-line do mundo. O endereço digital (http://brasiliana.usp.br/) será lançado durante o Seminário Mindlin 2009, que acontece entre os dias 16 e 18 de junho no Museu de Arte de São Paulo. Entre os convidados estará Beatriz Haspo, responsável pela divisão de coleções, acesso e empréstimo da exemplar e monumental Biblioteca do Congresso americano. Jean- Claude Guedón, professor da Universidade de Montreal, no Canadá, vem para falar sobre as políticas de digitalização, assunto no qual é considerado uma autoridade.
Coordenada pelos historiadores e professores da USP István Jancsó e Pedro Puntoni, a Brasiliana Digital tem a ambição de se equiparar aos grandes acervos mundiais. “Esta revolução tecnológica, a digitalização robotizada, tem permitido um ganho de velocidade de processamento. A técnica está por trás dos grandes projetos internacionais, como o Google Books”, diz o professor Puntoni, citando o bem-sucedido modelo de acervo on-line gratuito pertencente ao maior site de buscas do mundo.
“A ideia do projeto é tornar a vida do usuá-rio mais fácil. Esta versão é um teste, mas queremos receber os comentários e aperfeiçoá-la, deixá-la mais estável. A inclusão digital não pode servir só para navegar no Orkut”, afirma Puntoni, diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. A fase piloto, que se estende até 2010, pretende disponibilizar cerca de 10 mil títulos.
A importância do empreendimento vai além da pesquisa. O conteúdo deve ser entendido como instrumento para fortalecer a educação nacional, já que pode auxiliar na produção de material didático para todos os níveis escolares. Serve ao nível fundamental da mesma maneira que pode auxiliar as análises avançadas na área de humanidades. “É um acervo em crescimento, estendido a todos os que tiverem interesse e conexão”, diz o professor Jancsó.
A consulta irrestrita via web a material bibliográfico tão vasto ajuda, sobretudo, a manter duas funções fundamentais de um acervo, o acesso da população ao conteúdo e a preservação histórica. Ironicamente, essas funções tendem a se chocar. Como permitir o manuseio de conteú-do tão raro e ao mesmo tempo conservá-lo em perfeitas condições? Muitas vezes, por se preocuparem mais com a segunda função, bibliotecas restringem o acesso a preciosidades. Um toque descuidado, um pedaço amassado ou um risco sobre o papel podem destruir peças de valor cultural e financeiro altíssimo.
Assim como obras de arte, muitos livros conservados ao longo dos anos se transformam em objetos para ser vistos, não tocados. A tecnologia, que reproduz o livro em fac-símile virtual, anulará esse impedimento. “Em termos de solução técnica, é o que há de mais moderno. Queremos chegar em 2012 com 100 mil objetos digitais de toda a universidade”, almeja o professor Jancsó.
A casa de Mindlin é, contudo, uma estada temporária para o equipamento. Já está em fase de construção, dentro do campus da USP, o prédio que abrigará a coleção, também de acesso irrestrito. O projeto, assinado pelo neto de Mindlin, Rodrigo Loeb, foi pensado para abrigar os 17 mil títulos em três grandes andares cir-culares. Destaque de protagonista à coleção. Laboratórios e centros de pesquisa voltados à área de preservação também devem ser instalados ali. Formarão a nova moradia do trabalhador robô, que deixará a biblioteca pessoal de Mindlin.
O bibliófilo de 94 anos maravilhou-se com a tecnologia no centro de sua sala. “Realmente, não tinha pensado que chegaria a esse ponto”, diz. “O que está sendo feito aqui é só o começo de um processo bastante longo e interessante. Mas duvido que, na idade em que estou, possa ver o projeto concluído.”
Se plenamente concretizada, a Brasiliana Digital poderá ser modelo de uma futura estrutura nacional, que interligue instituições públicas e privadas. Além de dar ao Brasil posição de destaque no meio, resgatará aos brasileiros parte da história da literatura que pode não estar esquecida, mas, por certo, muito longe da acessibilidade.
Em meio aos quase 100 mil títulos da biblioteca do empresário e colecionador José Mindlin está um trabalhador acuado. Envolvido pela maior coleção particular do País, segura cuidadosamente um livro. Lê, escaneia e vira página por página, com delicadeza e rapidez. Há quase dois meses repete incansavelmente a rotina. Por suas mãos já passaram exemplares raros, originais de Machado de Assis, José de Alencar e Joaquim Manoel de Macedo. Sermões do Padre Antônio Vieira ou gravuras de Jean-Baptiste Debret. Edições raríssimas, todas fora de catálogo ou praticamente inéditas no País, reunidas por José Mindlin desde os 13 anos de idade.
Tamanho cuidado e precisão são necessários. O trabalho delicado é o passo inicial para a realização do projeto de digitalização da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, acervo de quase 17 mil títulos que pertencia ao bibliófilo e foi doado à Universidade de São Paulo em 2006. Esta pequena, porém suntuosa, parte de seus livros, antes restrita, ganha lugar na internet a partir da semana que vem. O trabalhador citado anteriormente, responsável pela transferência das obras para o computador, é um robô de Nova York.
Inédito na América Latina, o Kirtas APT 2.400 BookScan custa cerca de 220 mil dólares e foi uma aposta da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), que doou o equipamento à universidade e trabalha em parceria com ela. Especializado em digitalização de livros encadernados, o scanner robotizado é capaz de ler 2.400 páginas por hora. Um livro de 300 páginas, por exemplo, pode ser transferido para um computador em meros oito minutos.
Uma vez digitalizado, o conteúdo do livro é acessado pela equipe de pesquisadores e operadores da USP por meio de soft-wares livres e customizados. O grupo organiza o material para disponibilização on-line em uma página com acesso irrestrito. Assim, mapas, manuscritos, gravuras e textos antigos passam a ser propriedade não só da universidade, mas de quem quiser, gratuitamente, em casa, imprimir, copiar ou consultar os arquivos. Selecionar, recortar e buscar palavras em textos, da maneira que lhe for apropriada. Sem pagamentos ou senhas, o acesso a obras de domínio público que, normalmente, pouco são tocadas nas prateleiras das bibliotecas tradicionais, torna-se universal.
O projeto é grandioso e pretende atingir não só a Brasiliana de Mindlin, mas outras bibliotecas da universidade, como as dos cursos de Direito e Filosofia. A fase atual é de experimentação. A partir da próxima semana, estará disponibilizada uma pequena amostra, cerca de 5 mil títulos, do que poderá ser um dos maiores acervos on-line do mundo. O endereço digital (http://brasiliana.usp.br/) será lançado durante o Seminário Mindlin 2009, que acontece entre os dias 16 e 18 de junho no Museu de Arte de São Paulo. Entre os convidados estará Beatriz Haspo, responsável pela divisão de coleções, acesso e empréstimo da exemplar e monumental Biblioteca do Congresso americano. Jean- Claude Guedón, professor da Universidade de Montreal, no Canadá, vem para falar sobre as políticas de digitalização, assunto no qual é considerado uma autoridade.
Coordenada pelos historiadores e professores da USP István Jancsó e Pedro Puntoni, a Brasiliana Digital tem a ambição de se equiparar aos grandes acervos mundiais. “Esta revolução tecnológica, a digitalização robotizada, tem permitido um ganho de velocidade de processamento. A técnica está por trás dos grandes projetos internacionais, como o Google Books”, diz o professor Puntoni, citando o bem-sucedido modelo de acervo on-line gratuito pertencente ao maior site de buscas do mundo.
“A ideia do projeto é tornar a vida do usuá-rio mais fácil. Esta versão é um teste, mas queremos receber os comentários e aperfeiçoá-la, deixá-la mais estável. A inclusão digital não pode servir só para navegar no Orkut”, afirma Puntoni, diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. A fase piloto, que se estende até 2010, pretende disponibilizar cerca de 10 mil títulos.
A importância do empreendimento vai além da pesquisa. O conteúdo deve ser entendido como instrumento para fortalecer a educação nacional, já que pode auxiliar na produção de material didático para todos os níveis escolares. Serve ao nível fundamental da mesma maneira que pode auxiliar as análises avançadas na área de humanidades. “É um acervo em crescimento, estendido a todos os que tiverem interesse e conexão”, diz o professor Jancsó.
A consulta irrestrita via web a material bibliográfico tão vasto ajuda, sobretudo, a manter duas funções fundamentais de um acervo, o acesso da população ao conteúdo e a preservação histórica. Ironicamente, essas funções tendem a se chocar. Como permitir o manuseio de conteú-do tão raro e ao mesmo tempo conservá-lo em perfeitas condições? Muitas vezes, por se preocuparem mais com a segunda função, bibliotecas restringem o acesso a preciosidades. Um toque descuidado, um pedaço amassado ou um risco sobre o papel podem destruir peças de valor cultural e financeiro altíssimo.
Assim como obras de arte, muitos livros conservados ao longo dos anos se transformam em objetos para ser vistos, não tocados. A tecnologia, que reproduz o livro em fac-símile virtual, anulará esse impedimento. “Em termos de solução técnica, é o que há de mais moderno. Queremos chegar em 2012 com 100 mil objetos digitais de toda a universidade”, almeja o professor Jancsó.
A casa de Mindlin é, contudo, uma estada temporária para o equipamento. Já está em fase de construção, dentro do campus da USP, o prédio que abrigará a coleção, também de acesso irrestrito. O projeto, assinado pelo neto de Mindlin, Rodrigo Loeb, foi pensado para abrigar os 17 mil títulos em três grandes andares cir-culares. Destaque de protagonista à coleção. Laboratórios e centros de pesquisa voltados à área de preservação também devem ser instalados ali. Formarão a nova moradia do trabalhador robô, que deixará a biblioteca pessoal de Mindlin.
O bibliófilo de 94 anos maravilhou-se com a tecnologia no centro de sua sala. “Realmente, não tinha pensado que chegaria a esse ponto”, diz. “O que está sendo feito aqui é só o começo de um processo bastante longo e interessante. Mas duvido que, na idade em que estou, possa ver o projeto concluído.”
Se plenamente concretizada, a Brasiliana Digital poderá ser modelo de uma futura estrutura nacional, que interligue instituições públicas e privadas. Além de dar ao Brasil posição de destaque no meio, resgatará aos brasileiros parte da história da literatura que pode não estar esquecida, mas, por certo, muito longe da acessibilidade.
terça-feira, 23 de junho de 2009
sumiço!
É, gente, eu sei... Eu sumi!!
Mas tô voltando, aos poucos, cheias de matérias e novidades!
A mais legal é que agora vcs podem me encontrar também no Impulso HQ! Uma vez por semana estarei por lá escrevendo a coluna HQ que acontece, sobre quadrinhos e artes visuais em geral.
A da semana passada ainda está no ar! Se ainda não conhecem, passem lá!
Por enquanto, é só. Mas em breve, volto com mais!
bjos!!
Mas tô voltando, aos poucos, cheias de matérias e novidades!
A mais legal é que agora vcs podem me encontrar também no Impulso HQ! Uma vez por semana estarei por lá escrevendo a coluna HQ que acontece, sobre quadrinhos e artes visuais em geral.
A da semana passada ainda está no ar! Se ainda não conhecem, passem lá!
Por enquanto, é só. Mas em breve, volto com mais!
bjos!!
domingo, 14 de junho de 2009
21ª e-blogue no ar!

Gentem,
A parceria com o E-blogue continua e a 21ª edição do fanzine semanal está no ar!
Essa edição está cheia de posts voltados para as artes visuais. Tem quadinhos, grafite, intervenções urbanas e mais um monte.
Passem lá!
terça-feira, 26 de maio de 2009
18º e-blogue no ar!
Gentem,A parceria com o E-blogue continua e a 18ª edição do fanzine semanal está no ar!
Nesta edição tem, por exemplo, o capitulo 5 da série Seja Independente, escrita pelo Alexandre 'Cavalo' Dias, do Velhas Virgens. Tem ainda textos de outros sete blogueiros e também arte do talentosíssimo Shiko, que eu acho demais.
Passem lá!
terça-feira, 28 de abril de 2009
workshop bacana na nike sportswear

Quando a loja da Nike Sportswear inaugurou em São Paulo, eu já tinha comentado por aqui sobre a programação de palestras e workshops que eles pretendiam fazer. Pois é, o projeto continua rolando e essa semana tem um evento bem bacana.
O workshop Faça sua Revista acontece hoje e amanhã à noite sob o comando dos jornalistas Tiago Moraes e Mateus Potumati, que fazem parte da equipe da +Soma. Vai rolar assim: no primeiro dia, os meninos farão uma espécie de palestra, contando sobre fanzines e funcionamento de uma redação. O grupo será dividido em funções e cada um terá uma tarefa para o next day.
Amanhã, será o dia da prática. Munidos com o que lhes foi atarefado, o grupo começa então a parte prática de montar uma revista/fanzine. Tudo sob a supervisão dos jornalistas! Achei uma idéia bem bacana e uma ótima oportunidade não só pra quem pensa em fazer algo relacionado à área, mas também para aqueles curiosos de plantão que adoram fuçar coisas diferentes pra fazer em São Paulo! E o melhor: é gratuito!
Quem quiser participar, pode mandar um e-mail para: nsw.pinheiros@nike.com
terça-feira, 7 de abril de 2009
eu no e-blogue!
Oi gentem!A parceria com o e-blogue continua! Essa semana, a edição nº 12 já está no ar!
Passem lá!!
E mais uma coisa: andei fazendo umas experiencias no layout do blog e acabei perdendo alguns gadgets e links. Mas aos poucos eles voltarão ao normal, ok?
bjos!
sexta-feira, 20 de março de 2009
mudanças + video da semana
Oi gentem!
Em adoro o blip! Essa espécie de twitter musical realmente é uma ferramenta bem divertida. Por isso, coloquei no cabeçalho do blog um player ligado à minha página blipante. Assim, quando entrarem por aqui, poderão também saber (e ouvir) o que eu posto por lá! :)
Para ver as postagens completas é só clicar no link ali na barra lateral, ou aqui!
Semana passada esqueci de postar o vídeo da semana! Então, vou aproveitar que hoje é sexta e colocar um som beeem anima festinha, que eu tenho ouvido sem parar!
Empire of the Sun - Walking on a Dream
Bom fds, galhera!!!
Em adoro o blip! Essa espécie de twitter musical realmente é uma ferramenta bem divertida. Por isso, coloquei no cabeçalho do blog um player ligado à minha página blipante. Assim, quando entrarem por aqui, poderão também saber (e ouvir) o que eu posto por lá! :)
Para ver as postagens completas é só clicar no link ali na barra lateral, ou aqui!
Semana passada esqueci de postar o vídeo da semana! Então, vou aproveitar que hoje é sexta e colocar um som beeem anima festinha, que eu tenho ouvido sem parar!
Empire of the Sun - Walking on a Dream
Bom fds, galhera!!!
terça-feira, 17 de março de 2009
eu no e-blogue de novo!
Oi gentem!!A edição #9 do E-Blogue está no ar!! Como já tinha falado aqui antes, o E-blogue é um fanzine eletrônico semanal que reúne postagens de diferentes blogueiros, sobre temas mil.
Tem de tudo por lá: pensamentos, poesia, tirinhas, humor! Eu contribuo esta semana com o post da entrevista com o artista plástico Vik Muniz. Quem já leu a entrevista, pode clicar lá para conhecer o trabalho de outros blogueiros!
É isso aí! Que a parceria continue!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
também estou no e-blogue!
O pessoal do E-Blogue me convidou para participar da edição #3, que acabou de entrar no ar!O E-blogue é um fanzine semanal que reúne postagens de diferentes blogueiros, sobre temas mil. Tem de tudo por lá: pensamentos, poesia, tirinhas, humor! Eu contribuo esta semana com uma entrevista com o quadrinista André Dahmer, criador dos Malvados. Dahmer é um dos meus favoritos e já falamos sobre ele outras vezes aqui no blog. Cliquem aqui para ler todos os posts!
É isso aí! Valeu galera do E-blogue e que a parceria continue!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
ano novo vida velha
Bom, cá estamos novamente... um pequeno período de férias fez toda a diferença!
Como já diz o título desse post, o ano é novo, mas a vida é velha, né? começo de ano é assim mesmo, fazemos de um tudo pra dizer que "daqui pra frente, tudo vai ser diferente" (olha o lulu aí gente!). Nem sempre é assim, pelo contrário, na maioria das vezes as promessas não se concretizam, mas isso não quer dizer que elas dêem lugar às frustrações. As promessas de ano novo são mais uma tradição, assim como usar branco, pular 7 ondinhas, comer romã, e tal... E não fazê-las é como não virar o ano, não é mesmo? Portanto, também me dei ao trabalho de fazer as minhas... Se elas darão certo ou não, se eu serei capaz de cumprir minhas metas ou se simplesmente as esquecerei, isso já é outra coisa! Bom ano pra todo mundo!
Como já diz o título desse post, o ano é novo, mas a vida é velha, né? começo de ano é assim mesmo, fazemos de um tudo pra dizer que "daqui pra frente, tudo vai ser diferente" (olha o lulu aí gente!). Nem sempre é assim, pelo contrário, na maioria das vezes as promessas não se concretizam, mas isso não quer dizer que elas dêem lugar às frustrações. As promessas de ano novo são mais uma tradição, assim como usar branco, pular 7 ondinhas, comer romã, e tal... E não fazê-las é como não virar o ano, não é mesmo? Portanto, também me dei ao trabalho de fazer as minhas... Se elas darão certo ou não, se eu serei capaz de cumprir minhas metas ou se simplesmente as esquecerei, isso já é outra coisa! Bom ano pra todo mundo!
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
é o seguinte...
Bom, ajustes feitos (quase todos), vamos lá...
Resolvi criar esse blog aqui como um espaço para colocar todas as coisas bacanas que surgem por aí e me interessam, e provavelmente deve interessar muito mais gente...
um lugarzinho pra falarmos de cultura num modo geral e amplo, sem distinções ou projeções, apenas aquilo que é válido de ser passado a diante...
modesto e humilde, é isso aí! heheh
Resolvi criar esse blog aqui como um espaço para colocar todas as coisas bacanas que surgem por aí e me interessam, e provavelmente deve interessar muito mais gente...
um lugarzinho pra falarmos de cultura num modo geral e amplo, sem distinções ou projeções, apenas aquilo que é válido de ser passado a diante...
modesto e humilde, é isso aí! heheh
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