quarta-feira, 15 de abril de 2009

robert doisneau em curtiba

Geeente, que desnaturada que eu sou! Abandonei o blog na última semana, né? Mas vamos lá, voltando a programação normal!



Apaixonado pelo cotidiano das ruas, o fotógrafo francês Robert Doisneau foi responsável por registrar marcantes cenas da Paris do século XX. O olhar atento aos cafés e museus da cidade rendeu-lhe imagens que mitificaram o estilo de vida francês, como a célebre Beijo no Hotel de Ville, de 1950.



Em 1934, com 22 anos de idade e ainda no início de carreira, Doisneau foi contratado como fotógrafo oficial da montadora Renaut, o que lhe rendeu boas imagens sobre o fascínio que os carros exerciam sobre a população parisiense. Algumas destas fotografias reunem-se em Curitiba na exposição A Renault de Doisneau, em cartaz na Casa Andrade Muricy, a partir do dia 24 de abril.



Em uma delas, realizada em 1936, um aglomerado de gente se espreme em uma vitrine na Champs Elysées para ver um recém-lançado modelo da marca. Em outras, garotas posam sentadas em cima de capôs, usando elegantes taillers e vestidos esvoaçantes. Imagens da linha de montagem e de cenas urbanas que inspiravam o fotógrafo também fazem parte da mostra.


Doisneau permaneceu junto à montadora até 1939, quando passou a contribuir com a resistência francesa durante a II Guerra Mundial. Mais tarde, entre 1948 e 1951, realizou, um pouco a contragosto, imagens para alta sociedade francesa e revistas de moda. Artistas como Georges Braque e Pablo Picasso eram frequentemente fotografados pelo francês. De 1946 a 1955, voltou a fazer parte do time da Renault, desta vez como fotógrafo freelancer.



Já famoso, deixou de lado as imagens de fábricas e cotidiano industrial, para dar lugar às montagens publicitárias. Considerado um dos mais importantes fotógrafos franceses, Doisneau era visto como um homem simples e tímido. Mesmo durante seus anos mais famosos, nunca abandonou sua casa no subúrbio de Paris, onde morou até sua morte, em 1994.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

o show do kiss e o palavrão



Acho que todo mundo que usa a internet já deve ter recebido aquele e-mail onde os palavrões ganham diferentes significados, dependendo da situação em que são empregados.

Ontem à noite, durante o show do KISS, tive a mais clara certeza de que, em momentos de grande emoção, realmente nada, mas nada, pode expressar melhor um sentimento do que um palavrão. E dos grandes. E dos bons! Daqueles que a gente enche a boca pra falar. Não é bom? Eu acho.

Cheguei atrasada no show. Perdi quase 40 minutos de apresentação e a abertura do Dr. Sin (sim, eles ainda existem!). Mas ainda assim, posso afirmar: que showzaço! Muita luz, muita fumaça. Muito fogo, muitos fogos e explosões. Sim, a gente se contenta com pouco. Com o clássico. Com o pretinho básico. E o básico, quando se trata de KISS, é isso. Muita energia, muitos riffs, muitos berros e palavrões. E palavras de amor também. Paul Stanley que o diga! We love you too, darling!

O KISS é cheio de carisma. É lindo ver Stanley, Gene Simmons e Tommy Thayer empolgadíssimos, lado a lado, embalados na dancinha rock n' roll. É lindo ver Eric Singer fazendo um solo monstro de bateria sem entediar a audiência. A banda ama o Brasil, Stanley estava emocionado e não parava de repetir isso. Nós, o Army Kiss, lá embaixo, retribuíamos. Stanley dizia: "Acho que vou descer aí, me segurem!"... E lá vem ele, pela tirolesa, guitarra na mão, braços pra cima e língua pra fora. Anhembi veio a baixo! Mais palavrões vindos da platéia.

Ao anunciar sua música mais famosa, e talvez uma das mais famosas da história do rock, a banda deu um dos espetáculos mais bonitos que já presenciei em shows de rock. No telão, as palavras "I wanna rock n' roll all nite" eram o presságio. Nos primeiros acordes, as luzes bombavam, a galera pulava e muitos, mas muitos, confetes foram jogados em cima do público, junto a uma extensa cortina de fumaça. O fogo emergia do palco. Pequenas lâmpadas, que formavam a palavra KISS, brilhavam no ritmo da música. Emoção, muita emoção! Palavrões, que lindo! Depois, o silêncio. Era preciso para recuperar a energia perdida em tamanha catarse.

Após cinco minutos, eles voltaram. E o bis, oh god, o bis foi insano! Shout It Out Loud, Lick It Up, I Love It Loud, I Was Made for Lovin' You, Love Gun e por fim...Detroit Rock City! São Paulo é, sem dúvida, uma rock city. E das boas! Ao apagarem as luzes novamente e uma quantidade imensa de fogos de artifício iluminarem o céu da cidade, não me contive e lancei também o meu: C*ralho!

p.s- Não tenho fotos, mas no UOL tem umas ótimas. A que abre este texto também é de lá.
terça-feira, 7 de abril de 2009

fernand léger e o brasil


O vaso vermelho e a guitarra (1954) OST

Dono de um estilo característico, o artista francês Fernand Léger representou o cubismo, experimentou a abstração e flertou com o construtivismo. A mistura de estéticas lhe rendeu uma obra ímpar, onde a geometria apresenta-se curvilínea e alia-se a temas políticos e cores essencialmente vibrantes. A miscelânea veio agradar e inspirar os nossos modernistas e, mesmo sem nunca ter pisado no Brasil, Léger deixou por aqui sua marca.

Leger por Denis Brihat
Baseada nessa relação, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realiza a mostra Fernad Léger: Amizades e relações brasileiras, em cartaz desde o dia 04 e realizada em homenagem ao Ano da França no Brasil. Na primeira metade do século XX, vivendo em Paris, o artista teve contato com brasileiros. Tarsila do Amaral era freqüentadora de seu atelier e ganhou do francês a tela Charlot Cubiste, baseada na figura de Carlitos, de Charles Chaplin. A tela, presente na exposição da Pinacoteca, serviu de inspiração para a brasileira realizar, em 1923, estudos como a série Academia.

Sao Paulo - Tapecaria, 1961
O francês também influenciou os modernistas ao abordar em sua obra a estética industrial e o trabalhador. Já em 1950, o artista foi convidado a elaborar um painel para um projeto de Oscar Niemeyer, que comemoraria o quarto centenário da cidade de São Paulo. O mural, que deveria ocupar um auditório no Parque Ibirapuera, nunca foi concretizado. Mas seus estudos, nomeados São Paulo de 1954, foram realizados em tapeçaria, que também compõem a mostra.

Le charlot cubiste VIII
Outro projeto não realizado é exposto por meio de maquete e desenhos. Trata-se de uma vila, encomendada a Léger e ao arquiteto André Bruyère por Assis Chateubriand. A idéia era montar o complexo, que teria museu, teatro, restaurante e dormitórios, para receber estudantes de arte brasileiros na França. A mostra apresenta ainda o curta-metragem experimental Ballet Mécanique, dirigido pelo artista em 1924.
Fotos: Divulgação (clique para ampliar)

eu no e-blogue!

Oi gentem!

A parceria com o e-blogue continua! Essa semana, a edição nº 12 já está no ar!

Passem lá!!

E mais uma coisa: andei fazendo umas experiencias no layout do blog e acabei perdendo alguns gadgets e links. Mas aos poucos eles voltarão ao normal, ok?
bjos!
sexta-feira, 3 de abril de 2009

vídeo da semana

Ueba! A sexta-feira chegou e o vídeo da semana tbm!
O escolhido de hoje é o clipe de King of the Rodeo, do The Bamboos.

A música é uma versão muito bem feita da original do Kings of Leon (de 2005, no álbum Aha Shake Heartbreak) e está no Side Stepper, do ano passado.



Maaaass, como boa fã de Kings of Leon que sou, não posso deixar de postar a original tbm. Escolhi essa ao vivo, para me lembrar ainda mais do show maravilhoso deles que vi ano passado. Para quem não lembra, relatos aqui!



É isso aí, galhera!
Bom fds a todos e let the good times rooooll!
quinta-feira, 2 de abril de 2009

oh, god!


Valentino, querido...

Cuidado que isso dá cancer!


Valentino: The Last Emperor
Ainda sem estreia no Brasil! :/
quarta-feira, 1 de abril de 2009

inéditas de tomie


A produção recente da artista nipo-brasileira Tomie Ohtake está reunida na mostra Gravuras Recentes, no instituto que leva o seu nome, em São Paulo. Produzida em 2008, a série de doze gravuras é um estudo sobre o horizontal e o vertical e a maneira como o espectador percebe ambos os sentidos.

Se por um lado, os horizontes nos lembram paisagens, os verticais brincam e comportam-se como o corpo humano. Conhecida por pinturas que esbanjam camadas de cores, as gravuras de Ohtake são mais diretas, resultado da própria técnica utilizada. “Assim como em suas telas, Tomie Ohtake também principia suas gravuras através de desenhos e maquetes, mas, como é próprio desse suporte, sem o controle posterior permitido pela pintura”, diz Agnaldo Farias, responsável pelo texto de apresentação da mostra.

Aos 95 anos, a artista trabalha com chapas de metal, desenha diretamente sobre elas e define manchas de cor. Ao mesmo tempo em que trabalha com vermelhos, mostardas e lilases, é capaz de repetir a mesma série em preto e branco. Segundo Farias, a referência a imagens naturais, como montanhas ou mares, pode sugerir que a artista trabalha com o figurativo, que acredita ser um equívoco. “A artista premeditadamente localiza as imagens numa região entre o familiar e o estranho, uma terra de ninguém, onde a significação apenas roça as formas sem conseguir finca-se nelas”, ele diz.
terça-feira, 31 de março de 2009

Pharrell e o Mc

Nem Pharrell Williams é imune à lerdesa peculiar do Mc Donalds!



Pharrell, passa lá em casa que eu te dou um Big Mac!

(haha, que boba!)
segunda-feira, 30 de março de 2009

ensinamentos de josé mindlin




Dono de uma das mais importantes bibliotecas particulares do Brasil, José Mindlin, já narrou sua paixão por livros em documentários e reportagens. Mas agora direciona a palavra àqueles que, por algum motivo, não se vêem tão interessados pela leitura.


Em No mundo dos livros (Ed. Agir, 104 págs, R$ 29,90), o terceiro de sua autoria, Mindlin conta o inicio de sua trajetória como leitor e colecionador, tentando, de certa forma, ensinar seus passos. “A leitura dá um sentido espiritual à vida, abre horizontes, dá uma visão melhor e mais ampla do mundo e da sociedade em que vivemos, estimula a imaginação e o sonho. Sem ela não seria o que eu sou”, ele diz em um dos capítulos.


Em tom coloquial, Mindlin conversa diretamente com o leitor e por vezes questiona “Não concorda? Espero que sim!”. Com 95 anos, ocupante da cadeira número 29 da Academia Brasileira de Letras, o autor dá dicas de leitura e de como montar uma biblioteca, seleciona e descreve algumas de suas obras preferidas. Algo difícil de fazer, dada à quantidade de peças já lidas por quem desde cedo coleciona raridades.


Em uma das passagens, Mindlin narra um episódio que o deixou constrangido. Ainda criança, sem saber ler, foi flagrado pelo pai, ao lado da estante, com um livro aberto. Sussurrava e ao ser indagado, respondeu “Estou lendo”. Chegando próximo ao menino, o pai percebeu que o livro estava de cabeça para baixo. “Fiquei encabulado e a lembrança permaneceu viva até hoje... Mas foi a última vez que uma coisa assim me aconteceu”, diz.


Aos 13 anos, quando começou a freqüentar os sebos do centro de São Paulo, trocava correspondências com editoras estrangeiras à procura de volumes antigos. Mindlin diz ter encontrado nos livros fies amigos imaginários. Daqueles que não reclamam, “mesmo que tenham ficado na estante durante anos seguidos sem serem tocados”.
sexta-feira, 27 de março de 2009

vídeo da semana

Oi gentem,

Voltando ao vídeo da semana! Não sei se vcs repararam, mas resolvi postar o vídeo da semana sempre às sextas-feiras, para evitar confusões na minha cabeça esquecida! rs

Hoje escolhi Welcome to Heartbreak, o vídeo do novo single do Kanye West, lançado semana passada. Assim como a maioria dos vídeos do rapper, este também é visualmente incrível. Muitas cores (Mr. Kanye aaaama cores) e efeitos bem bacanas de transição, muita fumaça e luzes. E o mais legal: sabe quando sua internet é lenta e o vídeo que não carrega direito fica cheio de quadradinhos? Pois bem, reparem como esse efeito de digitalização foi usado de uma maneira bem diferente e propositalmente.

Welcome to Heartbreak é do último disco do Kanye West, 808s & Heartbreak. Pessoalmente, não acho esse um disco melhor do que o anterior, Graduation, mas tem boas canções como Heartless, Paranoid e Love Lockdown. É uma seleção bem mais intimista e menos dançante.



Kanye West - Welcome to Heartbreak
quinta-feira, 26 de março de 2009

osgemeos e titi freak: grafite em novos suportes



Quem vive nas grandes cidades está acostumado a passar por viadutos, muros e vielas grafitados. O que os olhares menos aguçados podem não perceber é que o coadjuvante das ruas vive um momento de ator principal, fora das selvas de concreto. A chamada street art toma cada vez mais outros ambientes, é criada em torno de novos suportes, avança sobre novas mídias. Em suma, sofisticou-se, sem perder a característica transgressora.



Em cartaz, no Rio de Janeiro, a partir do dia 23, os já reconhecidos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, que assinam como osgemeos, são um dos exemplos da bem sucedida transposição. Os paulistanos obtiveram reconhecimento em galerias estrangeiras para depois colher frutos em terras tupiniquins. As fachadas da galeria Tate Modern, em Londres, e do castelo Kelburn, na Escócia, são exemplos grandiosos de que a linguagem dos becos do bairro do Cambuci é universal.


Em sua nova mostra, Vertigem, em cartaz no CCBB carioca, suas obras transformam-se em instalações, onde o visitante pode interagir, ouvir, tocar (instrumentos, inclusive) e se transformar em parte atuante. “A partir do momento em que tiramos nosso trabalho das ruas e levamos ao museu, já não é grafite. É arte contemporânea, tridimensional”, diz Gustavo Pandolfo, em entrevista concedida a mim por telefone.

Além de mover a arte das ruas para as galerias, outro paulistano ganha destaque nas próximas semanas com o lançamento do livro Freak (Ed. ZY, 200 págs, R$ 50). Hamilton Yokota, que atende por Titi Freak, é um dos importantes artistas que formam a cena do grafite nacional. Largou o traço e a profissão de cartunista quando descobriu os sprays e, de lá pra cá, deixou sua marca em exposições e muros da Europa, Estados Unidos e Japão.

Sob forte influencia pop nipônica, Titi Freak tenta trazer o ambiente das ruas também para as galerias, utilizando suportes como placas, garrafas e janelas velhas. “O grafite sempre foi das ruas, nunca esperava parar nas galerias. Mas isso foi uma conseqüência dos trabalhos que começaram a ficar mais profissionais. É sempre um experimento trabalhar com outros materiais”, diz.

Em seu livro, lançado em parceria com a galeria Choque Cultural e a loja Nike Sportswear, pouco se lê sobre sua história. Mas a bem sucedida trajetória é explicada por meio de desenhos, esboços e fotos de trabalhos realizados desde a época em que trabalhava para os estúdios de Mauricio de Sousa. “Como pintor, quis contar com imagens a minha transição dos quadrinhos para o grafite e a minha chegada as galerias. Se eu fosse escritor, escreveria mais”, brinca.
Semana passada, teve o lançamento do livro lá na loja da Nike Sportswear, na Praça Omaguás, em Pinheiros. Mas a Livraria Pop, também em Pinheiros, realiza amanhã (sexta-feria, dia 27) uma sessão de autógrafos com o Titi Freak.
O cara é uma simpatia, vale a pena dar uma passada por lá, levar um exemplar pra casa e apoiar a nossa arte de rua! O evento começa a partir das 19h e a Livraria POP fica na Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 297.
Fotos: Divulgação (clique para ampliar)
terça-feira, 24 de março de 2009

fábio moon e gabriel bá na daslu?



Os gêmeos Fabio Moon e Gabriel Ba firmaram de vez sua marca no mundo dos quadrinhos. Vencedores mais de uma vez do prêmio Eisner, o mais importante da categoria, os irmãos realizam nova exposição em São Paulo, em local curioso. A sede da Daslu, a maior loja de luxo do Brasil, recebe a mostra 10 Pãezinhos, que reúne cerca de 60 originais.



As peças contam a trajetória da dupla ao longo de diversos trabalhos, como a premiada revista 5, a adaptação de O Alienista e Umbrella Academy, cujos direitos já foram comprados pela Universal para adaptação cinematográfica. O roteiro do Umbrella Academy foi escrito pelo Gerard Way, o vocalista do My Chemical Romance, e ilustrado por vários quadrinistas.



O local da exposição tem sentido. Fabio Moon e Gabriel Ba são os responsáveis pela estamparia da nova coleção da 284, marca própria da loja paulistana, dedicada ao público jovem.
Cliquem nas imagens para ampliar!
segunda-feira, 23 de março de 2009

retrospectiva FIC 2008 - os esquecidos


Filmes brasileiros que foram bem recebidos pela crítica, mas deixado de lado pelos espectadores, formam a seleção da Retrospectiva FIC 2008 – Os Esquecidos, realizada pelo Reserva Cultural. Mas a mostra dura pouco tempo, só de hoje até quinta-feira! Longas-metragens de ficção lançados ano passado como Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, Deserto Feliz, de Paulo Caldas e Serras da Desordem, de Andrea Tonacci, serão exibidos em sessões gratuitas, durante a noite.


“Nossos filmes vivem uma situação paradoxal”, diz o curador Inácio Araújo. “Podem tanto produzir um sucesso colossal, como uma série de filmes que, apesar de suas inegáveis qualidades, não se mostra capaz de chegar ao público”, completa. No dia 26, a mostra realiza uma mesa redonda com o cineasta Andrea Tonacci, o curados Inácio Araújo e a psicanalista Maria Rita Kehl.


As sessões acontecem às 19h30 e às 21h15 e os ingressos são distribuidos a partir das 18h30, no dia da exibição. Mais informações aqui.
sexta-feira, 20 de março de 2009

mudanças + video da semana

Oi gentem!


Em adoro o blip! Essa espécie de twitter musical realmente é uma ferramenta bem divertida. Por isso, coloquei no cabeçalho do blog um player ligado à minha página blipante. Assim, quando entrarem por aqui, poderão também saber (e ouvir) o que eu posto por lá! :)


Para ver as postagens completas é só clicar no link ali na barra lateral, ou aqui!


Semana passada esqueci de postar o vídeo da semana! Então, vou aproveitar que hoje é sexta e colocar um som beeem anima festinha, que eu tenho ouvido sem parar!



Empire of the Sun - Walking on a Dream

Bom fds, galhera!!!
quarta-feira, 18 de março de 2009

culinária paulista de rosa belluzzo

A história de São Paulo é contada por meio de seus gostos culinários no recém lançado São Paulo, Memória e Sabor (Ed.. Unesp, 120 págs, R$70). A pesquisadora Rosa Beluzzo garimpou antigos cadernos de receita de familiares e amigos para traçar um perfil do hábito alimentar dos paulistanos que, apesar de ter sofrido influência dos imigrantes, possui características próprias.

“Os cadernos manuscritos e os livros de receitas possibilitam a análise dos modelos alimentares de cada época, suas transformações históricas e refletem as diferenças das cozinhas regionais”, diz a autora.

O mais antigo dos livros pesquisados pertence à sua própria avó e foi redigido em 1911. A autora defende que é preciso resgatar a tradição culinária paulista que acredita estar em declínio. “Os cadernos de receita estão destinados a mofar nos baús, sendo que a maioria deles se perdeu nos escaminhos do tempo”, diz.

Rosa Belluzo faz ainda uma retrospectiva dos hábitos alimentares do Estado, desde a chegada dos jesuítas. No capítulo final, o leitor recebe o resultado do garimpo. Quase quarenta receitas tradicionais, doces e salgadas, foram adaptadas aos dias de hoje.

A banha de porco foi substituída por óleo vegetal, por exemplo. Entre os quitutes, pudim paulicéia, brevidades, balas de café, e outros. Fiquei com vontade de experimentar as receitas do biscoito de polvilho, paçoca de carne seca e pudim de café! Vou tentar, depois conto por aqui! :)
terça-feira, 17 de março de 2009

eu no e-blogue de novo!

Oi gentem!!

A edição #9 do E-Blogue está no ar!! Como já tinha falado aqui antes, o E-blogue é um fanzine eletrônico semanal que reúne postagens de diferentes blogueiros, sobre temas mil.

Tem de tudo por lá: pensamentos, poesia, tirinhas, humor! Eu contribuo esta semana com o post da entrevista com o artista plástico Vik Muniz. Quem já leu a entrevista, pode clicar lá para conhecer o trabalho de outros blogueiros!


É isso aí! Que a parceria continue!

segunda-feira, 16 de março de 2009

palhacitos

Momento palhacitos...

(foi mal, não me contive)





E não.

Eu não sei usar o Photoshop! haha
quinta-feira, 12 de março de 2009

salon de nick bertozzi



As páginas da história em quadrinhos Salon (Ed. Desiderata, 188 págs, R$ 39,90), de Nick Bertozzi, são recheadas de cores. Não podia ser diferente, já que elas ilustram um thriller fictício que envolve os artistas Pablo Picasso e Georges Braque, ao lado de amigos ilustres como os irmãos Leo e Gertrude Stein, o crítico Guillaume Apollinaire e o compositor Erik Satie.

Na Paris do começo do século XX, os amigos se encontravam em festas e jantares, a maioria deles entorpecidos por um especial e poderoso absinto. O clima de festa é interrompido quando uma estranha criatura azul começa a assombrar o grupo, que logo se vê envolvido numa série de assassinatos. A tal criatura, acreditam, pode ter saído de uma de suas próprias pinturas.

A cada página, Bertozzi colore ambientes com diferentes cores. De amarelos e azuis muito claros à marrons, roxos e laranjas escuros que ajudam a manter certa obscuridade no enredo. O livro teve problemas relacionados à censura nos Estados Unidos, por mostrar um nu frontal de Picasso, retratado como um senhor obsceno. Mas a edição chega ao Brasil sem ressalvas ou cortes. O espanhol, inclusive, rende boas passagens, onde fala sobre o nascimento do cubismo.

No site do autor, ele comenta no blog sobre a publicação da obra no Brasil. Tem também alguns videos promocionais e vários outros trabalhos e ilustrações do americano. Abaixo, vou colar as 5 primeiras páginas desta HQ. Como peguei do site dele, estão em inglês. Clique nas imagens para ampliar!










quarta-feira, 11 de março de 2009

coleção pirelli no masp


Todos os anos, o MASP, em parceria com a Pirelli, realiza a mostra Coleção Pirelli/Masp, que faz um panorama da fotografia nacional contemporânea. Em sua 17ª edição, a exposição entra em cartaz a partir de hoje.

O garimpo de imagens, feito em todas as regiões do país, compõe um acervo com mais de mil obras, de cerca de 300 fotógrafos diferentes. Em 2009, 80 imagens de 24 fotógrafos compõe a exposição, que pretende abrir o olhar para novas temáticas, a fim de ampliar a diversidade da coleção. Para isso, a organização recebeu auxílio de uma consultoria regional, que buscou nomes de artistas inéditos na coleção.
Para Anna Carboncini, coordenadora do projeto, a idéia é de aumentar a pesquisa, abrangendo características históricas e culturais de cada região. Das 80 imagens expostas, 18 são do paulista André François, que retratou em série sua visita a diferentes hospitais em busca de uma medicina humanizada. É dele, por exemplo, a imagem que abre este post. São indígenas da região do Rio Xié, na Amazônia, vendados com gazes brancas, após cirurgia oftalmológica realizada na aldeia, em 2008.
Há ainda imagens históricas, como as de Helô Pinheiro, a garota de Ipanema, bronzeando-se em 1960, retratada por Milan Alram.
Ou Gal Costa, em 1982, bebericando drinque a frente da lente de Vânia Toledo.
terça-feira, 10 de março de 2009

candomblé por josé medeiros

Em 1951, a revista O Cruzeiro publicava o especial Candomblé, uma reunião de texto de Arlindo Silva e fotografias de José Medeiros, sobre o ritual de iniciação das filhas-de-santo em um pequeno terreiro na Bahia. Com o subtítulo As noivas dos deuses sanguinários, a matéria, de cunho quase pejorativo, causou tensão entre os praticantes.

Anos depois, o fotógrafo relançou o material, desta vez, com legendas explicativas que davam ao ensaio ares de registro histórico. Candomblé agora é relançado em livro (112 págs, R$56) e exposição pelo Instituto Moreira Salles, de São Paulo. Mais completa, a edição traz 52 fotografias em preto e branco e reproduz as legendas da publicação original. Outras 13 imagens inéditas e a reprodução da edição de O Cruzeio completam a obra.