quinta-feira, 25 de outubro de 2007

martin page - o retorno


Jovem e premiado produtor de cinema, de reconhecido talento, Elias Carnel tinha como grande trunfo a ascensão profissional e a admiração dos colegas de trabalho, sem nunca se gabar disso.


Mas a bem-sucedida trajetória é interrompida quando tem um projeto vetado. Tratava-se de um filme na savana africana dirigido pelo cultuado e excêntrico diretor, e até então amigo, Martial Caldeira.


Ao mesmo tempo, a alcoólatra Clarisse, por quem Carnel é apaixonado e devotado, o abandona sem explicações. O enredo do romance A gente se acostuma com o fim do mundo (Ed. Rocco, 224 págs, R$ 29), do francês Martin Page, é recheado de altos e baixos do protagonista.


Ele se divide entre os prazeres e as amarguras da vida, procurando entender como essa relação bipolar com o mundo marca tão fortemente seu caminho. Elias Carnel às vezes se assemelha a Antoine, protagonista do primeiro romance de Page, o best-seller Como me Tornei Estúpido, uma deliciosa sátira sobre o mundo moderno e a saga pela vitória e o consumismo.


A vida de ambos é tragicômica e por vezes depressiva. Mas as semelhanças param por aí. O que se repete no novo romance é a leveza da escrita de Page, assim como o bom humor e o amor por Paris. Em alguns trechos, nos vemos caminhando ao lado de Carnel, à beira do rio Sena.
Tudo bem que ele não é um exemplar de beleza masculina, mas nem por isso deixamos de dar crédito, né? O cara é bão...

1 comentários:

M disse...

Inteligentíssima, escreve muito.

Beta de Entretenimento.

Referência Cultural.

e além de tudo um puta alto astral.