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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

toca raul!



Uma seleção de clássicos é o que leitor encontra em Raul Seixas – 10.000 Anos à Frente, uma caixa com seis CDs que reúnem as melhores fases da carreira do roqueiro baiano. Do primeiro álbum solo, Krig-Há, Bandolo! (1973), saíram Mosca na Sopa, Al Capone e Metamorfose Ambulante. Para colecionadores, o álbum 30 Anos de Rock (1985) em que Seixas regrava clássicos do estilo como Blue Suede Shoes e Tutti Frutti, ambas também eternizadas por Elvis Presley. Os bem sucedidos alguns Gita (1974), Novo Aeon (1975), Há 10 Mil Anos Atrás (1976) e Rock Raul Seixas (1977) completam a caixa.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

salve jorge!


A primeira década da carreira de Joge Ben Jor é relançada em CD na caixa Salve Jorge!, que contém boa parte dos sucessos da carreira do cantor, naquela época ainda Jorge Ben. A caixa contém 14 álbuns, todos pertencentes ao acervo da antiga gravadora Philips brasileira, gravados entre 1963 e 1976, entre eles um duplo com raridades e versões inéditas, como a do hino do Flamengo, time do coração.

A caixa Salve Jorge! é mais do que uma compilação, mas um resgate a uma fase celebrada de sua carreira e lembrada ainda hoje por dezenas de hits, entre eles Mas que Nada, Chove Chuva, Balança Pema, lançados ainda no primeiro disco Samba Esquema Novo (1963). Sacudin Bem Samba (1964), Força Bruta (1970), Negro é Lindo (1971) e A Tabua Esmeralda (1974) também são frutos desta fase, sendo este último considerado por muitos o melhor álbum da carreira do cantor. Produto de um período em que Ben Jor se aproximou da filosofia, alquimia e temas holísticos, são deste álbum as místicas e também clássicas Os alquimistas estão chegando, O homem da gravata florida e Magnólia.

Junto com Gilberto Gil, em 1975, lançou Gil & Jorge Ogum Xangô, disco experimental quase raro, fruto de uma jam session na casa do executivo André Midani. Comemorando este lançamento e os quase cinqüenta anos de carreira, Ben Jor faz show em São Paulo, no Credicard Hall, dia 27 de fevereiro.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

four on the floor - juliette & the licks



Em 2003, a atriz Juliette Lewis resolveu trocar Hollywood pela música. Sua banda, The Licks, começou pequena e hoje roda o mundo tocando nos principais festivais de música. Parte de sua última turnê é mostrada no DVD Juliette and the Licks - Four on the Floor (ST2 Video), que reúne quase duas horas de material, entre bastidores, clipes e shows.

Juliette pode não ser a melhor das cantoras, por vezes até perde a voz ou desafina, mas seu lado performer é uma das razões do sucesso do grupo. No palco, ela não poupa energia. Se joga em cima do público, dança incansavelmente e é seguida por seus músicos, que muitas vezes, tiram a camisa e embarcam na festa. As apresentações são bem parecidas com as que a banda fez no Brasil, em 2007, durante o Tim Festival, com hits como Hot Kiss e Smash and Grab. Lewis parece, por vezes, uma garota que conseguiu realizar o sonho de ser rock star. No que se propõe a fazer, um rock básico, dançante e divertido, The Licks cumpre seu papel.

Four on the Floor destaca-se ainda por mostrar a gravação do ultimo CD da banda, homônimo, com a participação de Dave Grohl na bateria. Ex-integrante do Nirvana e atual vocalista e guitarrista do grupo Foo Fighters, Grohl é um homem de múltiplos talentos que ajudou a alavancar a trupe de Lewis. O álbum gravado em 2006 acompanha o DVD, que trás ainda trechos engraçados e curiosos gravados durante a volta ao mundo.

Essa foto linda é de Ventura Mendoza e eu tirei do MySpace da banda.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008

only by the night - kings of leon

O CD novo do Kings of Leon acabou de sair do forno e percebo que gerou uma certa polêmica! Pelo menos entre eu e meus amigos... rs

Uns dizem gostar, outros acham que é fraco. Eu sou suspeita e enfática: o disco é muito bom! Only by the Night é o quarto cd da banda e lançado sem delongas. O disco anterior e meu preferido, Because of the Times, mal completou um ano de vida.

É fato que ambos são bem parecidos. A sonoridade atual da banda parece se distanciar daquela apresentada lá em 2003, com Youth and Young Manhood, o primeiro disco. Mas isso não significa que eles estejam perdendo a mão. Ao contrário, vejo nos últimos discos o reflexo de uma maturidade necessária.

Abrindo o álbum, Closer é sombria e enigmática. Já o single, Sex on Fire, é uma ótima música para apresentar o disco e talvez seja uma das que mais se aproxime do Kings de outrora. A balada Revelry e as ótimas Use Somebody, 17 e Notion são imperdíveis.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008

forth - a volta do the verve

Depois de dez anos, o álbum Forth marca a volta de um dos mais comentados grupos ingleses da década de 1990, o The Verve. Em 1997, ano em que lançaram o último disco, passaram por bons e maus bocados. Do álbum Urban Hymns, o estrondoso sucesso do single Bittersweet Simphony rendeu-lhes glórias e uma acusação de plágio feita por ninguém menos que Mick Jagger.

Em 2000, foi a hora de se separarem. Em Forth, o clima não é de recomeço, mas de continuidade. A banda mantém o quê depressivo, como em I See Houses, ao mesmo tempo em que apresenta boas canções dançantes, como Love is a Noise, uma reflexão sobre aos conflitos dos tempos modernos.

Em Judas, Richard Ashcrof parece cantar uma ode à retomada. Ainda agüentando firme / Você sabe que o sonho apenas começou, ele diz.
terça-feira, 26 de agosto de 2008

john mayer live in la

O novo trabalho de John Mayer é bem pensado para novos e antigos fãs. Where the Light is – Live in Los Angeles (Sony BMG) é o terceiro álbum ao vivo do cantor americano, mas traz um diferencial. Além de ser duplo, o disco é dividido em três partes que mesclam o melhor de Mayer com o melhor do rock e do blues.

Na primeira, acústica, voz e violão interpretam sucessos de Mayer como Daughters e Neon, ao lado regravações como Free Fallin’, de Tom Petty. Na segunda parte, baixo e bateria se juntam ao cantor em set dedicado ao blues. Come when I Call e canções de Jimmi Hendrix como Bold as Love e Wait Until Tomorrow são destaques, assim como a clássica Everyday I have the Blues.

Na terceira parte do álbum, é a vez da banda inteira entrar no palco, com Gravity e The Heart of the Lie. O clima intimista, característica de todos os trabalhos de Mayer, permanece.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008

7 vezes O Rappa


Cinco anos depois do último álbum gravado em estúdio, a banda O Rappa lança Sete Vezes (Warner Music), uma reunião de 14 faixas que mantém o já conhecido e consagrado espírito do grupo, ao mesmo tempo em que demonstram uma grande vontade de inovar. O que não falta no novo álbum é a presença de novos sons, descobertos por acaso, no batucar de uma bacia de alumínio ou no chacoalhar de uma corrente.

Embalados pelo espírito do Acústico MTV, lançado em 2005, onde puderam trabalhar com os mais diversos instrumentos, os integrantes d’O Rappa optaram por manter algumas dessas descobertas novo disco de inéditas. “Sempre procuramos alguma coisa nova, um instrumento ou um approach novo. Queremos nos reiventar”, conta o guitarrista Alexandre Menezes, o Xandão, à CartaCapital. (*)

A vontade de improvisar não é tão recente quando parece. A diferença é que se antes ela era necessária, hoje é opção. “Quando começamos, os instrumentos nacionais era muito caros, precisávamos improvisar de alguma maneira. Não é a toa que hoje usamos um monte de instrumentos inventados, reciclados. Neste ponto, somos muito criativos, mas na industria de música pop se inova muito pouco”, diz Marcelo Lobato, baterista que assumiu o posto de Marcelo Yuka, em 2001.

Quanto à demora em produzir um novo álbum, o grupo é enfático. “Estávamos nos dedicando a completar um estágio para iniciar outro. Mas quando entramos com pé direito no estúdio, criamos umas 100 músicas. Foi difícil garimpar, é preciso exercitar o desapego.”, diz o vocalista Falcão.

O que é possível ouvir em Sete Vezes é O Rappa de sempre, com melodias carregadas de groove, que misturam-se facilmente ao dub e ao hip-hop, como no single Monstro Invisível. Ao mesmo tempo, fincando raízes em novas praças ao transformar, por exemplo, um clássico gravado por Luiz Gonzaga, Súplica Cearence, em um legítimo reggae jamaicano.


(*) Depois vou postar aqui a entrevista completa que fiz com os meninos do Rappa. Falamos de tecnologia, ongs, lei seca e iPods! Em breve...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008

moptop

Mesmo com alguns anos de estrada e lançando o segundo CD pela major Universal, a banda carioca Moptop continua desconhecida do grande público. Uma pena. Em Como se Comportar, o grupo mantém o estilo que adotaram desde a época independente. Rock cru, de boa qualidade, com letras diretas. Apesar de ser muito comparada à bandas como a nova-iorquina Strokes ou a messiânica Los Hermanos, Moptop tem vida própria.

E isso é visível nas composições de Gabriel Marques, vocalista e guitarrista, responsável por expor histórias de amor e de vida mal resolvidas. Como quem rema contra a maré da indústria fonográfica pop atual, Moptop nos pergunta, na faixa Contramão: O que fazer?/ Se a contramão / te persegue, te enlouquece / de tesão / de estupidez. Ao ouvinte, a resposta vem simples. Continuem assim.

Pra quem quiser ouvir os som dos caras, o CD já está disponível nas lojas e tbm no myspace.

A turnê de lançamento passa aqui por São Paulo em três shows, um deles no Inferno (ali na Augusta), no dia 13 de setembro. Estarei lá! O site dos caras também é uma ótima sacada. Além de ter todas as informações da banda, é super interativo. Enquanto se ouve algumas músicas da playlist, dá até pra jogar pacman, simon e outros clássicos do atari.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008

offspring

Marcante no cenário pós-punk na década de 90, a banda californiana Offspring andava meio apagada nessa era 2000. O último álbum, Splinter (2003) não alcançou nem metade do sucesso dos discos lançados na década anterior, como Smash (1994) ou Americana (1998), considerados clássicos do hardcore americano.

Depois de cinco anos em jejum, a banda volta em Rise and Fall, Rage and Grace (Sony BMG), mas o tempo não significa, necessariamente, amadurecimento. A banda pouco inova nesse último disco. Para os fãs, pode ser uma vantagem. O vocal inconfundível de Dexter Holland e as letras de insatisfação quase adolescente continuam fortes características do grupo. A faixa Hammerhead, destaca-se ao protestar, sutilmente, contra os campos de guerra da era Bush.
terça-feira, 22 de julho de 2008

Donkey do CSS


Muito já foi falado, nessa blogosfera de meu zeus, sobre o albúm novo do Cansei de Ser Sexy, o Donkey.

Bom, eu que não sou expert no assunto CSS, sempre deixo de falar quando surge algo deles. Mas adoro a banda e gostei bastante do albúm novo. Acho que o povo deveria parar de preconceito e aprender a apreciar, né? hehe

Então, deixo pro meu amigo, especialista e colega de trabalho Pedro Alexandre Sanches dar os pitecos dele. O Pedro conversou com a Luiza Sá (por telefone, de Londres), com o Adriano Cintra e Ana Rezende por e-mail (também de lá).

Está no blog Ruído, que vcs podem acessar aqui.

E o albúm vai chegar ao Brasil com um pouco de atraso... Poderá ser baixado gratuitamente no site da Trama ou comprado nas lojas.

Enquanto isso, dá pra ouvir sem baixar no myspace dos caras.

Enjoy!