segunda-feira, 8 de setembro de 2008

segall na festa modernista

A relação do pintor lituano Lasar Segall (1891 - 1957) com a elite paulistana, principal financiadora da arte nas décadas de 1920 e 1930, é bem explorada no recém lançado Lasar Segall: arte em sociedade (Cosacnaify, 272 págs, R$ 42), do sociólogo Fernando Antonio Pinheiro.

A convivência com diferentes tipos da sociedade, de barões de café a artistas modernistas, fez com que Segall escolhesse, em 1923, mudar-se definitivamente para o País e tornar-se cidadão brasileiro. As entranhas dessa história, assim como a relação do artista com o escritor Mário de Andrade, revelam também uma faceta menos conhecida do pintor. Como decorador, Segall produziu, na década de 30, cenografias para grandes festas da Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM).

Eram painéis que representavam a convergência que iria mudar o estilo do artista. Neles, o expressionismo, característica dos primeiros trabalhos do pintor, encontrava-se com o modernismo, na época vigente na capital paulista. Baseado no pensamento de Immanuel Kant, o sociólogo busca explicar como o ambiente paulistano influenciou a produção de Segall. Boa parte da obra do artista pode ser vista na mostra Navio de Emigrantes, em São Paulo, em cartaz até fevereiro de 2009 no Museu Lasar Segall.

1 comentários:

camila disse...

oi Camila!
obrigada por avisar,vou correndo ver!!
beijo!