terça-feira, 7 de abril de 2009

fernand léger e o brasil


O vaso vermelho e a guitarra (1954) OST

Dono de um estilo característico, o artista francês Fernand Léger representou o cubismo, experimentou a abstração e flertou com o construtivismo. A mistura de estéticas lhe rendeu uma obra ímpar, onde a geometria apresenta-se curvilínea e alia-se a temas políticos e cores essencialmente vibrantes. A miscelânea veio agradar e inspirar os nossos modernistas e, mesmo sem nunca ter pisado no Brasil, Léger deixou por aqui sua marca.

Leger por Denis Brihat
Baseada nessa relação, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realiza a mostra Fernad Léger: Amizades e relações brasileiras, em cartaz desde o dia 04 e realizada em homenagem ao Ano da França no Brasil. Na primeira metade do século XX, vivendo em Paris, o artista teve contato com brasileiros. Tarsila do Amaral era freqüentadora de seu atelier e ganhou do francês a tela Charlot Cubiste, baseada na figura de Carlitos, de Charles Chaplin. A tela, presente na exposição da Pinacoteca, serviu de inspiração para a brasileira realizar, em 1923, estudos como a série Academia.

Sao Paulo - Tapecaria, 1961
O francês também influenciou os modernistas ao abordar em sua obra a estética industrial e o trabalhador. Já em 1950, o artista foi convidado a elaborar um painel para um projeto de Oscar Niemeyer, que comemoraria o quarto centenário da cidade de São Paulo. O mural, que deveria ocupar um auditório no Parque Ibirapuera, nunca foi concretizado. Mas seus estudos, nomeados São Paulo de 1954, foram realizados em tapeçaria, que também compõem a mostra.

Le charlot cubiste VIII
Outro projeto não realizado é exposto por meio de maquete e desenhos. Trata-se de uma vila, encomendada a Léger e ao arquiteto André Bruyère por Assis Chateubriand. A idéia era montar o complexo, que teria museu, teatro, restaurante e dormitórios, para receber estudantes de arte brasileiros na França. A mostra apresenta ainda o curta-metragem experimental Ballet Mécanique, dirigido pelo artista em 1924.
Fotos: Divulgação (clique para ampliar)

1 comentários:

Ana Luísa disse...

as obras expostas são bárbaras mesmo. e adorei a opção para ampliar, dá pra usar como papel de parede! :)